Mercedes, Honda, Mazda e Mitsubishi também com níveis de poluição ilegais

A Mercedes-Benz, Honda, Mazda e Mitsubishi também estão a produzir automóveis com motor a diesel que são mais poluentes na estrada do que nos laboratórios, quando são testados.

O Guardian dá notícia de um estudo da Emissions Analytics que mostra que a alemã Mercedes e as três japonesas juntam-se à Volkswagen no escândalo da manipulação da emissão de gases.

Segundo o periódico britânico, os motores a gasóleo continuam a ser os culpados pelas ilegalidades, ao ultrapassarem os níveis de emissões impostos pela União Europeia depois de serem comercializados.

Em causa está a mistura de gases nocivos que resulta no NOx, prejudicial à saúde e ao meio-ambiente.

Nas análises feitas aos carros a diesel destas marcas foram encontradas emissões em média quatro vezes superiores ao limite legal.

A Honda ultrapassou seis vezes o máximo europeu, por exemplo, enquanto que os modelos com tração às quatro rodas libertam 20 vezes mais gases poluentes do que o limite legal, o que não se verificava nas medições antes da venda.

Já na semana passada o jornal britânico tinha dado conta que modelos a diesel da Renault, Nissan, Hyundai, Citroen, Fiat, Volvo e Jeep estão a emitir níveis mais elevados de NOx do que o permitido quando são conduzidos em circunstâncias reais do que no laboratório.

“Este é um problema sistémico” transversal ao sector, afirma Nick Molden, responsável da Emissions Analytics.

Todos estes automóveis passam nos testes de laboratório impostos pela legislação europeia mas depois de vendidos as emissões disparam e são superiores aos limites legais.

O responsável pelo estudo afirma que “a questão da Volkswagen nos EUA foi apenas o gatilho que chamou a atenção para um problema diferente na UE: a emissão generalizada de gases poluentes acima dos limites” e critica a regulação europeia por se basear em “ciclos de teste condescendentes” nos ensaios em laboratório.

ZAP

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3 COMENTÁRIOS

  1. Era tao obvio… Tal como os niveis de consumo anunciados nunca se reproduzem na vida real. Esta tudo a enganar e as autoridades certificadoras fecharam os olhos…

  2. Isto não tem NADA semelhante ao caso VW!!!
    Poluir mais “na vida real” do que em laboratório, já todos sabemos que acontece (basta olhar para os consumos anunciados), mas isso não tem NADA em comum com o caso da VW (que foi uma fraude propositada), pois, ao contrário de todos os outros referidos até agora, os carros afectados do grupo VW, funcionam de um modo quando estão a fazer os teste e de outra na vida real!
    Ou seja, os motores VW tem dois modos de funcionamento (testes e vida “real”), coisa que não acontece em nenhum dos outros (pelo menos nos que se tem falado até agora)!!

  3. Aquilo que eu digo desde o início é que, muito provavelmente, o problema é transversal à maioria das marcas, o que dá uma grande confusão e, acima de tudo, muito prejuízo para os países de onde as marcas são. Solução mais fácil e óbvia (que os Estados vão adoptar): “vamos mas é passar uma esponjinha nisto tudo, fazer de conta que nada aconteceu e… começa tudo do zero. Mas meus senhores… isto agora é a sério!”

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