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Volkswagen vai despedir 30 mil trabalhadores até 2020

Dave Pinter / Flickr

Fábrica Volkswagen em Dresden

Fábrica Volkswagen em Dresden

A Volkswagen anunciou esta sexta-feira o despedimento de 30 mil trabalhadores, em todo o mundo, 23 mil dos quais na Alemanha, no quadro de um plano de recuperação e de desenvolvimento dos veículos elétricos. A Autoeuropa, no entanto, deverá ficar fora do corte.

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Herbert Diess, responsável máximo da empresa, disse hoje, em conferência de imprensa, em Wolfsburg, que a supressão de 23 mil postos de trabalho vai atingir as fábricas da Alemanha durante os próximos quatro anos.

Os restantes sete mil trabalhadores vão ser despedidos nas fábricas da Volkswagen no resto do mundo mas os locais não foram especificados.

Segundo a Volkswagen, a medida vai conseguir uma poupança de 3,7 mil milhões de euros por ano, até 2020.

Fonte da Autoeuropa em Portugal disse hoje à Lusa que as comissões de trabalhadores da Volkswagen a nível mundial vão reunir-se na Alemanha entre os próximos dias 5 e 8 de dezembro.

A questão dos despedimentos vai “naturalmente” ser analisada durante as reuniões dos trabalhadores que, depois, “tal como previsto”, devem reunir-se com a administração da empresa, disse a mesma fonte.

No entanto, em declarações ao Público, uma fonte oficial da fábrica de Palmela afirmou que “não há um impacto directo na Volkswagen Autoeuropa. Ou seja, o plano de investimento mantém-se inalterado, assim como o programa de lançamento do novo modelo – que será muito importante no sentido de dar um novo fôlego à marca Volkswagen – e o processo de contratação de novos colaboradores”.

“Indirectamente, poderá haver algum esfoço adicional de contenção de custos em todas as fábricas, mas que no caso da Volkswagen Autoeuropa não afetará postos de trabalho”, acrescentou a mesma fonte.

O fabricante automóvel foi afetado há cerca de um ano pelo escândalo da manipulação dos valores das emissões poluentes nos veículos a gasóleo, que ficou conhecido por “Dieselgate”.

A Volkswagen concordou pagar 15 mil milhões de dólares às autoridades norte-americanas e aos proprietários de cerca de meio milhão de veículos da marca, nos Estados Unidos, que não possuíam o equipamento eletrónico de controlo de emissões de gases.

Em todo o mundo, foram vendidos 11 milhões de carros nas mesmas condições.

ZAP / Lusa

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