Melhor proposta para o Novo Banco dá prejuízo de 1,4 mil milhões

António Cotrim / Lusa

O grupo chinês oferece cerca de 3,5 mil milhões de euros pelo Novo Banco, prevendo ainda um aumento de capital num montante a definir, segundo avança o Diário Económico.

A venda do Novo Banco “está na reta final”, sendo 3,5 mil milhões de euros o preço que serve de base à negociação em curso entre o Banco de Portugal e a Anbang, avança o Diário Económico.

Esta situação implica “um prejuízo para o Fundo de Resolução na ordem dos 1,4 mil milhões de euros“, visto que foram precisos 4,9 mil milhões para separar o banco de Stock da Cunha.

De acordo com as informações avançadas pelo Económico, “o processo poderá estar concluído entre o fim desta semana e o final da próxima”.

Se não existir acordo com o grupo chinês, o Banco de Portugal passa ao segundo candidato em melhor posição, a americana Apollo.

A alternativa passa por adiar o processo da venda “mas isso apenas acontecerá num cenário limite”.

O Novo Banco será alvo dos testes de stress europeus em breve. Em função dos resultados, que serão conhecidos nos próximos meses, “a proposta da Anbang contempla um reforço de capital de até mil milhões de euros”, declara o jornal.

O valor investido será, assim, superior aos 4,2 mil milhões já noticiados. Caso tenha de realizar um aumento de capital superior ao previsto, a Anbang “pretende obter um desconto no preço de 3,5 mil milhões de euros”.

Em agosto do ano passado, o Fundo de Resolução injetou 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco. Se o valor de venda for de 3,5 mil milhões, o prejuízo terá de ser coberto pela banca portuguesa, ao longo de vários anos, “através de contribuições e do imposto especial” que irão compensar o valor em falta no Fundo de Resolução.

ZAP

 

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7 COMENTÁRIOS

  1. Mais uma vez todos a pagar os ”desvios” de alguns. Já chega. Os políticos dizem sempre que os contribuintes nada vão pagar e é sempre mentira. Veja-se o caso do BPN e agora do Novo Banco. Da próxima vez é deixar falir como qualquer outra empresa. Fica mais barato. É tempo de deixar de acautelar os interesses das clientelas, isto é, de alguns, em detrimento da maioria.. Vamos ponderar bastante bem antes de votar. Foi assim com o PS. É agora com o PSD/CDS.

  2. Simples: se dá prejuízo, não se vende já!!
    Tenta-se melhorar a situação do banco, de maneira a poder ser vendido sem prejuízo!

  3. Pois é… dizem que é a Banca Portuguesa que vai pagar o prejuízo! Maior aldrabice não poderia ter sido proferida. E eu só pergunto como é que as pessoas, lendo e ouvindo estas afirmações, ficam impávidas e serenas (eu incluído)?
    Que fique claro: quem vai pagar isto são os Clientes da banca, particulares e empresas. Se não, vejamos, já hoje, quantas taxas e comissões pagamos para usar o nosso dinheiro, que confiamos a esses senhores que com ele fazem lucros (ou não, mas aqui a história já é outra e levar-nos-ia para outros terrenos) e, ainda para mais, somos nós, os Clientes que fazemos o trabalho deles. Por exemplo, numa transferência interbancária através de Internet Banking, somos nós que fazemos o trabalho e ainda pagamos uma comissão!!! Isto faz sentido? Acima de tudo, é sequer justo? Imagine-se agora, com a “legitimação” de terem que ser ressarcidos pela responsabilidade dos prejuízos…
    Preparemo-nos, pois, para o que aí há-de vir. E não será nada de bom (vindo de onde vem).

  4. Banca nacionalizada NÃO!
    Banca privada SIM!
    …Sendo privada tem que dar lucro! Por isso chupa-se o português até ao tutano. Mas se der prejuízo, português paga! Os governos assim o decidem!
    Governar afinal, não é governar bem os interesses da nação, é saberem-se governar…
    Todos na mesma amalgama. Ou não quisessem tanto ser governo.Têm lá os seus motivos caramba!… Os interesses da nação é que não!

  5. O BPN foi nacionalizado! Tudo ‘recolhido’ para conta dos contribuintes!

    (Banco de Portugal) “No caso do Banco Espírito Santo, S.A., os custos da resolução foram, em primeiro lugar, suportados pelos acionistas e credores subordinados da instituição.
    Em segunda instância, e no caso de os custos finais da medida de resolução virem a ser superiores ao esforço assumido pelos acionistas e credores subordinados, os custos serão suportados pelo setor financeiro, através do Fundo de Resolução. Assim, no final, esta operação não envolve custos para o erário público. Esta conclusão mantém-se mesmo nos casos excecionais, como o presente, em que o Estado seja chamado a prestar apoio financeiro temporário ao Fundo de Resolução, uma vez que esse apoio será posteriormente reembolsado (e remunerado através do pagamento de juros) pelo Fundo”.

    • Só que quem paga a factura são os clientes dos bancos. Aumentos de comissões, aumentos de cartões e outras a acabar em ôes ou não…

      • Não digo que não falte regulação eficaz do BdP mas, bolas… Não precisa é fincar os pés dessa maneira! Moderação, adequação e alguma proporcionalidade não lhe cairiam os parentes… E depois não vão zangarem-se as comadres só porque o buço é farto e o pelo na venta não é propriamente sinónimo de ‘bons ventos’ !

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