EUA: máscara na escola deixou de ser obrigatória (mas alunos não a tiram)

Quase todos os Estados deixaram de exigir a utilização de máscara dentro das escolas. Mas a transição pode não ser repleta de sorrisos.

Tirar a máscara pode não ser sinónimo de sorrisos a toda a hora. Mesmo em contexto escolar, mesmo entre os mais novos.

Nos Estados Unidos da América quase todos os Estados deixaram de exigir a utilização de máscara dentro das escolas. Só o Hawai manteve essa imposição, para já.

No entanto, sobretudo para as crianças, isto pode ser confuso. Estes alunos mais novos cresceram nos últimos dois anos, mais do que habituados à máscara, cresceram com a ideia repetida: “Com a máscara, estás segura”.

Sem máscara, deixam de estar seguras? É um desafio para muitas crianças, destaca a National Public Radio.

A psicóloga Jennifer Louie prevê que diversas crianças se sintam ansiosas durante esta transição. “Podem precisar de tempo. Os pais podem tranquilizá-los e apoiá-los”, sugeriu.

A rádio lembra que tirar a máscara aumenta o risco de contágio de COVID-19, sobretudo, como é óbvio, se outra criança na sala estiver infectada.

E muitas crianças ficam confusas. Não entendem porque agora já parece ser seguro estar sem máscara na escola. Muitos alunos continuam, e vão continuar, a aparecer na escola com máscara no rosto – por indicação dos familiares mais velhos, essencialmente quem está inserido em grupos de risco.

Aqui entra outro aspecto: um fenómeno “estranho” numa turma é muitas vezes alvo de chacota, ou de questões permanentes. E a criança que continua a utilizar máscara pode não sentir-se bem devido a essa opção.

Kenley Gupta tem 10 anos mas prefere não correr riscos: “A máscara é muito desconfortável na maioria das vezes, está sempre a cair pelo nariz. Mas acho melhor estar seguro”.

Tabitha Kadel, 11 anos, também continua com máscara no rosto. Até ajuda: “Gosto da máscara porque esconde as minhas espinhas”.

Por outro lado, Grace Richards está feliz: “Finalmente posso tirar a máscara e finalmente podemos ver a personalidade de toda a gente! E sei que continuarei a estar seguro porque ficamos sempre distantes uns dos outros, quando comemos e bebemos”.

A postura de Garrett Glass, do quinto ano, é semelhante: “Nós sentamo-nos a um metro de distância. Nem estou preocupado com o vírus nas salas de aula”.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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