Malala Yousafzai comemora licenciatura pela Universidade de Oxford

southbankcentre / Flickr

Malala Yousafzai

A ativista paquistanesa laureada com o prémio Nobel da Paz em 2014 pela sua luta pela educação Malala Yousafzai recebeu o diploma de licenciatura pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“É difícil expressar a minha alegria e gratidão agora que me formei em Filosofia, Política e Economia em Oxford”, disse a jovem de 22 anos, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

https://twitter.com/Malala/status/1273775945917378562

A mensagem é acompanhada de fotografias, uma das quais mostra a ativista a comemorar com um bolo e rodeada pela sua família.

Malala foi admitida na prestigiada universidade em 2017, depois de completar o liceu numa escola secundária, em Birmingham, onde se refugiou, juntamente com a sua família, em 2012, depois de ter sido gravemente ferida pelos radicais islâmicos (talibãs), no Paquistão.

Malala começou a sua luta em 2007, quando os talibãs impuseram o radicalismo no vale Swat, região turística do Paquistão, até então pacífica.

Aos 11 anos, a ativista, filha de um diretor de escola e de uma mãe analfabeta, tinha um blogue no site da BBC em urdu, o idioma nacional, onde escrevia sob o pseudónimo Gul Makai. No blogue, descreveu o clima de medo que se instalou no vale, onde morava, e começou a ganhar notoriedade, pelo que os talibãs decidiram matá-la, acusando-a de fazer “propaganda ocidental”.

Aos 15 anos, levou um tiro na cabeça e no ombro num ataque ao autocarro escolar que a levava para casa, de regresso da escola, em Mingora, no vale do Swat.

Entre a vida e a morte, a adolescente foi levada para um hospital em Birmingham, no Reino Unido, onde recuperou a consciência seis dias depois. A história comoveu o mundo e Malala, que só desejava educação para as raparigas no seu país, tornou-se uma “lenda”.

Depois da sua saída do Paquistão, Malala participou em várias conferências internacionais, nas quais pediu paz e educação para as crianças, apelando aos líderes mundiais para que enviassem livros e não armas.

Desde então, tornou-se um ícone da defesa do direito das mulheres à educação e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2014, com apenas 17 anos de idade.

Malala escreveu uma autobiografia, lançada em 2013 em todo o mundo, tem um retrato exposto na National Gallery de Londres, reúne-se com líderes mundiais e faz palestras em todo o mundo.

Na comemoração feita esta sexta-feira, Malala admitiu não saber o que vai fazer a seguir. “Por enquanto, [vou dedicar-me] ao Netflix, a ler e a dormir”, afirmou a jovem.

// Lusa

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