“É um atentado contra o Estado de direito“. Maçonaria arrasa proposta do PSD

Tiago Petinga / Lusa

O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima

O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima, arrasa a proposta do PSD para que os políticos sejam obrigados a declarar a que associações pertencem, nomeadamente à maçonaria ou ao Opus Dei.

Ao jornal Nascer do Sol, classifica a sugestão dos sociais democratas como “um atentado contra o Estado de direito“.

Fernando Lima reagiu de imediato à proposta e enviou cartas a Marcelo Rebelo de Sousa, Ferro Rodrigues e António Costa denunciando aquilo que vê como “uma violação da consciência intima de cada um“.

O grão-mestre do GOL argumenta que a proposta é inconstitucional, uma vez que a Constituição da República estabelece que “ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa“.

Lima considera que esta proposta abre um “precedente perigoso“ e revela “um preconceito contra a maçonaria“.

De recordar que o PSD propôs uma alteração legal para tornar obrigatório que deputados e titulares de cargos públicos declarem, no seu registo de interesses, se pertencem a associações e organizações “discretas” como a maçonaria e Opus Dei.

Rui Rio acusou o PS de estar a obedecer à Maçonaria quando se opõe à proposta social-democrata de os políticos serem obrigados a declarar todas as associações a que pertencem.

“O PSD propõe que os políticos tenham de declarar todas as organizações a que pertencem. A Maçonaria opõe-se com vigor e o PS obedece-lhe, votando contra a nossa proposta. Tudo isto demonstra bem a degradação do regime e a aposta do PS na falta de transparência. Tanta incoerência!”, defendeu Rui Rio no Twitter.

Não é a primeira vez que o PSD coloca a maçonaria na agenda política. Na última campanha interna, Rui Rio, que disputou a liderança com Luís Montenegro e Pinto Luz, condenou as ligações dos adversários a associações “pouco transparentes“.

  ZAP //

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60 COMENTÁRIOS

  1. Primeiro que tudo temos de compreender para que foram criados a Maconarias e os partidos, chegaremos a conclusoes parecidas. Todos em grupos discretos e manipuladores com herarquias verticais ponto. Quem la poe os pes e porque quer poder ponto e quer mais algo (dinheiro e algo mais).
    Quem quer dominado e deixar-se levar por cartilha desta gente entao podem la ir. Eu ca sou livre e livre sei, tenho a minhas opinioes e nunca deixo que me enfluenciam… nao sou pau mandado… politicos e macoes e mesma coisa…por isso que paises nao avassem como devem progredir ou prosperar, sao uns predadores das riquezas do povo… pobre povos que nao entendes nada destas jogadas e desta gente… sao manipuladores, uns sem vergonha…. mas todos ao fim de conta morremos todos… ninguem compra o destino final….

  2. Problema complicado este que Rui Rio coloca.

    Por um lado somos compelidos a concordar com ele. Ele quer «transparência» e isso é bom. Mas se passarmos para lá deste ímpeto inicial de concordar com «transparência», começamos a fazer perguntas.

    1. Porquê a Maçonaria e a Opus Dei?
    2. Dado que já não é a primeira vez que embirra com estas organizações, suponho que saiba algo. O quê?
    3. Se sabe, porque não revela? Até porque, pelos vistos, é adepto da «transparência».
    4. Qual o objetivo da obtenção deste dado? O sr. Dr. Fulano e o Sr. Eng. Sicrano pertencem à Maçonaria. Muito bem. E depois?
    5. Se pertencer à Maçonaria e Opus Dei é ‘grave’, o que dirá o S. Dr. Rui Rio dos deputados que nadam no lodo das sociedades de advogados que em Portugal controlam muito. Demasiado se calhar….
    6. Porque não se preocupa ele em obrigar, que quem se candidata a lugares pagos pelo erário público, declare os laços familiares que tem com outros funcionários pagos pelo estado? Eu gostaria de saber para quem trabalham os familiares próximos de Rui Rio (mulher, filhos, irmãos, tios, primos……pode ser?)
    7. Igual ao anterior, mas para cargos de nomeação? E neste caso, por ser ainda mais grave, obrigar a que essa informação conste da restante informação a publicar em DRE?
    8. Porque não se preocupa (nem ele nem ninguém) com os laços profissionais que os políticos mantêm, extra atividade politica (se é que isso é possível)?
    9. Porque não se preocupa ele que alguns políticos, principalmente aqueles em posições de maior poder, acrescentem funções e ligações a entidades privada (as ‘consultorias’ e emissões de ‘pareceres’), DEPOIS de eleitos para os lugares?

    Ligado a esta última, eu gostaria de saber como é que o Sr. Dr. Rui Rio acrescentou mais de 300.000€ de património à sua conta pessoal, entre 2013 e 2018, quando faz uma pausa na sua vida politica e exerce funções na Boyden – Executive Search, Neves de Almeida HR Consulting (ambas da área de Recursos Humanos e Millennium BCP. Estas empresas devem pagar MUITO BEM!! Ainda mais quando ao contratar o Sr. Dr. Rui Rio, nenhuma destas empresas o tem a tempo inteiro já que este teria que dividir o seu tempo pelas três…

    E eu podia continuar…

    Tudo isto para concluir o seguinte: A «transparência» é uma máscara que o Sr. Dr. Rui Rio usa de tempos a tempos mas que é dirigida ao que lhe interessa. É a transparência q/b. A transparência que lhe é útil politicamente.
    A Maçonaria e a Opus Dei dão bons moinhos para o Sr. Dr. Rui Rio batalhar, porque são organizações ‘discretas’ (chamem-lhe secretas se quiserem) e no circulo interno do Sr. Dr. Rui Rio, não existem membros de nenhuma das duas (acreditem que ele perguntou).

    • Sr(a). AT,

      Raramente respondo aqui a comentários, visto que a maior parte são a mandar vir e criticas destrutivas, mas tenho que lhe dar os parabéns pela excelente análise. Consigo concordar com os pontos todos.

    • A família não é secreta, toda a gente consegue descobrir facilmente os laços familiares que ligam funcionários do estado/políticos. Já a Opus Dei e a Maçonaria eram secretas e agora, por impossibilidade legal são “discretas”, demasiado discretas na opinião do Rui Rio e de qualquer outra pessoa de bom senso. Normalmente as organizações são secretas ou “discretas” porque têm algo a esconder, veja-se o caso das máfias por esse mundo fora. Os interesses colectivos devem ser transparentes para que não restem dúvidas da sua legitimidade e de que os políticos no poder, nomeadamente do PS e eventualmente de outros quadrantes políticos não usem a sua influência a bem dos seus interesses pessoais e/ou das organizações obscuras a que pertencem.
      Isto já cheira a esturro há vários anos e é bom que alguém meta o dedo na ferida. Aguardemos se Rio aparece a boiar no tejo…esperemos que não.

    • AT – O facto de Rui Rio ser enguia (ele também auferiu 1.500 por mes da OCC quando estava em lay-off), não diminui que ele pelo menos aqui bateu na tecla certa.

      • Não me incomoda nada que ele esteja certo. Não sei se está ou não mas a questão não é essa. Se ele tem algo de concreto, que diga. É apenas isso.

        Não é admissível que num estado de direito, alguém com as responsabilidades politicas deste senhor, atire este autentico balde de lama para cima de organizações e respetivos membros.

        Acha mesmo que o Sr. Dr. Rui Rio é o arauto da transparência? Desengane-se. Não é! O Dr. Rui Rio é apenas mais um que chafurda alegremente no lamaçal da politica e que vive às custas disso. Pode estar certo nesta questão? Pode! Mas se sabe, que diga o que sabe. É assim que um estado de direito funciona.

        Tivesse eu responsabilidades em qualquer uma destas organizações ou fosse membro conhecido publicamente e processava judicialmente o Sr. Dr. Rui Rio. Ele teria que dizer em tribunal o que dá a entender que sabe nos jornais.

        • Porque raio temos nós associações secretas em Portugal, cujos membros são personalidades influentes na nossa política e instituições? Já todos percebemos que tu pertences à Maçonaria, mas estás com medo da transparência, porquê? Como diz o povo, “Quem não deve não teme”.

          • @Eu2

            Que eu saiba, nem a Maçonaria nem a Opus Dei são secretas. Tanto não são, que estamos aqui todos a discutir alegremente sobre elas. Certo?

            O resto do seu comentário é folclore a que não vale a pena responder.

        • O que o RR diz ou insinua é irrelevante para a discussão.
          Aliás, não lhe compete a ele fazer acusações ou levantar suspeitas seja sobre quem for.
          Isso era o que certos ‘senhores’ gostariam, para conseguir ter um alvo de controvérsia e ‘desmontá-lo’ antes de ele ter tempo para causar danos.
          O que interessa aqui é tomar a atitude de cidadania de ‘não ter agendas ocultas’ quando se detém um mandato (sagrado) que lhe foi conferido pelo “Povo” da nação.
          Assim, numa lógica de ‘quem não deve, não teme’, deveria se um acto voluntário de cortesia de qualquer titular de cargo público, e em particular, dos que são eleitos por sufrágio universal, de revelar se é sócio do “Oriental” ou do “Sacavenense” ou do “Ku Klux Klan”. E, já agora, da maçonaria ou da “anti-difamation league”, “associação de veganos de Portugal”, etc.
          Porquê? Porque poderá haver um conflito de interesses. e aí a transparência é de Utilidade Pública.
          Como é que pensam que surgem os designados “Boys”? (tanto os do PS como os do PSD, ou outros)

    • Lá está, preso por ter cão, preso por não ter.
      A sua lógica parece a do adepto fanático quando não marcam um penalti a favor da sua equipa. Vai buscar um outro lance parecido de há 20 anos atrás em que marcaram penalti para justificar a sua marcação.
      O Rui Rio nesta questão de Maçonaria e Opus Dei TEM RAZÃO! Ponto final.

      Em relação aos advogados e familiares de políticos é relativamente fácil descobrir quem são. Não é secreto. São coisa incomparáveis.

      • Ponto final, não.

        Se começamos por aqui vamos terminar onde, agora é porque pertence aqui ou ali, amanhã pelos amigos e vamos acabar em regimes ditatoriais em que por ser filho(a) ou familiar de alguém, acaba preso …

        Estás organizações, por muito que eu ache que existe algo de errado com elas, são legais.
        Se o RR acha que sabe de algo errado com elas ou com quem a elas pertence, então denucie e prove, ou promova transparecia nas suas atividades, agora ser obrigado a declarar que se pertence a uma organização legal só pelo tal interesse público, parece errado, ainda mais que para o público ter interesse o público deveria primeiro ser informado sobre as atividades das organizações “discretas”.

        Já estou a imaginar a seguinte norma de transparência, o sr. Deputado é do Porto, Sporting ou Benfica ?!!!

        O Rui Rio tenha lá paciência e comece a fazer aquilo para o qual lhe pagam, oposição.
        Em vez de andar a fazer populismo em tempo de campanha.

        Neste país, ainda se é inocente até prova do contrário. Mas por parece que o RR quer mudar a dinâmica e inverter a presunção de inocência.

      • Vai-me desculpar mas aqui, o adepto fanático, parece ser o Sr.. Neste caso, adepto fanático do Sr. Dr. Rui Rio. Ele fala, não oferece evidencia nenhuma e o sr. acredita piamente.

        Existe algo de errado com a Maçonaria e Opus Dei? Muito bem. Ele que diga o que é!! Ou não dizendo, começa a parecer o outro… o da anedota «vocês sabem do que eu estou a falar», sem nunca dizer do que estava a falar.

        Do meu lado, esta questão não me diz nada. Zero! Não sou membro de nenhuma desta organizações. Custa-me é este populismo fácil de atacar coisas que são fáceis de atacar.

        Já agora, diz o Sr. que «O Rui Rio nesta questão de Maçonaria e Opus Dei TEM RAZÃO! Ponto final.»

        Convido-o a explicar porquê. Elucide-nos.

    • … e desde quando uma coisa exclui a outra? Acho muito bem a proposta do Dr Rui Rio e também concordo que para cargos políticos deve ser alargada ainda mais a outras “associações” nomeadamente profissionais e familiares. Mas convém começar por algum lado, porque se ficarmos à espera da obrigatoriedade de declarar todas as ligações… esqueçam.
      Impedir uma sugestão positiva apenas porque não inclui todas as soluções possíveis é apenas utopia e politiquice.

      • Concordo consigo. Não é por o ‘perfeito’ não ser possível que se deva ignorar o ‘bom’ ou o ‘ótimo’.

        O problema aqui é apenas este: Qual é então o problema que existe com as organizações visadas pelo Dr. Rui Rio? Concretamente…. Qual é?? Ele que diga! É tão simples como isto.

        Não se pode permitir que alguém, muito menos alguém com as responsabilidades do Dr. Rui Rio, cubra organizações e respetivos membros com este manto de suspeição sem que depois seja OBRIGADO a dizer porquê. Isto não pode acontecer.

        Acusam a Maçonaria e Opus Dei de práticas ilegais. OK! Ministério Público em campo a investigar até que fique tudo clarinho como água. Quanto ao Dr. Rui Rio: Neste processo é testemunha principal já que, aparentemente, sabe muita coisa.

    • Excelente observação. Na minha opinião, que vai ao encontro da sua, o Dr. Rui Rio só peca nesta iniciativa por este estar a visar um ou dois grupos específicos específicos da sociedade, mesmo que a proposta não especifique. Tal como aqui já foi escrito, se uma lei com esses objectivos fosse para garantir uma transparência total no sistema político, teria que ser mais abrangente para garantir que a mesma exigência nos critérios da transparência se aplicasse a todos e quaisquer associações, grupos, empresas, etc. Isto é, qualquer relação extra-parlamentar.

  3. Para quem quiser saber o que é a maçonaria, rosacruzes etc etc, leiam

    “O livro dos senhores do mundo” de Robert Charroux

    São a antiga religião egípcia, seguidores dos anjos caídos…

    • Se tiverem ligações ao Gnosticismo, como os Templários, para mim já somam pontos em relação à Opus Dei ou qualquer outra instituição ligada à Igreja, enquanto religião organizada.

    • Concordo, amigo Freitas. Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

  4. Estarei sempre a favor de propostas que visem que os políticos sejam compelidos a revelar a que organizações secretas pertencem, e que no caso da maçonaria, juraram obediência. Obviamente poderá haver um conflito de interesses, e o povo tem o direito de conhecer estas obediências secretas.

    • Exactamente.
      Aliás, nem deveria ser permitido existir sociedades secretas que exigem “obediência” nos nossos políticos. Mas os políticos que teriam eventualmente o poder para extinguir essas sociedades secretas são, eles próprios, membros dessas sociedades secretas. Portanto, fica tudo na mesma, e o povinho continua a ser governado por essas sociedades secretas. Onde é que está o Estado de Direito e a Democracia? Numa democracia não deveria haver o domínio de uma minoria secreta não-eleita sobre a maioria!!!!!
      Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

  5. O Rui Rio aqui demonstra (pelo menos nesta matéria) ser um VERDADEIRO anti sistema, não como aqueles que se definem como tal que no fundo são apenas grandes atores dignos de um óscar de Hollywood. No entanto, nós sabemos o que acontece aos verdadeiros anti sistema, pois são excluídos do mesmo para que o sistema persista…

    • Totalmente de acordo, como de resto tenho aqui exprimido diversas vezes. Rui Rio é o homem de que o país precisa neste momento. Pode não ser perfeito mas, tende a cortar a direito e ser recto nas atitudes. A sua passagem pela Câmara do Porto com Paulo de Morais como vice, foi dos momentos de maior seriedade política do país.

      A saída de Paulo de Morais quando compreendeu que o PSD e a própria Camara do Porto não partilhavam das suas aspirações de transparência… São disso bom exemplo. Paulo Morais é ainda mais transparente que Rio, mas Rio não fica tanto atrás como isso e para Portugal, isso é excelente pois Rio está à frente de um dos dois maiores partidos nacionais e por esse motivo, pode chegar a governar.

      • Bem dito Miguel Queiroz! Independentemente da cor politica de cada um, isto transcende a etiqueta politica que se usa na lapela.

    • Gostava que o André Ventura revelasse de uma vez por todas, se pertence à Maçonaria. Acho que esta proposta do Rui Rio visa expôr a farsa de o Ventura dizer que é anti-sistema. Sendo que o Sistema é a Maçonaria que está infiltrada em tudo e controla os mais influentes do nosso país.

  6. Pois… Eu entendo muito bem as reticências que estes senhores colocam à proposta do PSD.
    Deus nos livre de as pessoas começarem a entender quais os interesses que são efectivamente defendidos dentro da Assembleia da Républica e demais organismos do Estado!
    Eu, enquanto cidadão comum, quero de facto saber a que organizações pertencem os deputados e detentores de cargos públicos, tenho esse direito. Não estamos a falar da comissão de festas lá da terra. Estamos a falar de organizações que, ao longo da história de Portugal e do Mundo, se dedicaram e dedicam a defender os seus próprios interesses, INFLUENCIANDO AS MAIS ALTAS ESFERAS DECISORAS DO PAIS!.
    Portanto, sim! Eu quero saber quais os reais interesses e influências de pensamentos das pessoas que nos representam.

    • Apoiado.
      Aliás, nem deveria ser permitido existir sociedades secretas que exigem “obediência” nos nossos políticos. Mas os políticos que teriam eventualmente o poder para extinguir essas sociedades secretas são, eles próprios, membros dessas sociedades secretas. Portanto, fica tudo na mesma, e o povinho continua a ser governado por essas sociedades secretas. Onde é que está o Estado de Direito e a Democracia? Numa democracia não deveria haver o domínio de uma minoria secreta não-eleita sobre a maioria!!!!!
      Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

  7. Só os ingénuos (?) é que ignoram que a Maçonaria fomenta o tráfico de influências, pelo que é legítimo querer saber-se quem são os políticos que a ela pertencem. Na Inglaterra, que não pode ser suspeita de anti-democrática, os membros das forças de segurança e os juízes têm de declarar a pertença à maçonaria.

      • Claro. Se são tão inocentes, qual a necessidade do secretismo? E se são tão inocentes e bonzinhos, qual o problema de os políticos serem obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram? O POVO TEM DIREITO A SABER QUEM NOS GOVERNA NAS SOMBRAS.

  8. É um golpe de Grão-Mestre de Rui Rio. Ninguém gosta dos políticos exactamente por causa disso. Sabemos bem (sem saber, mas o povo sabe) que somos governados por um grupo de obedientes a algo diferente da Constituição, que mudam tudo para com que tudo igual fica.
    Se a classe política realmente que ser levada a sério e com respeito, então devemos saber a percentagem de representação de cada grupezinho de lobby.
    Aliás que não se declara, devia de ser alvo de repúdio público. Assim não haveria sequer necessidade de uma Lei

  9. Estamos reféns desta cambada de profissionais da politica , apresentam-se de varias formas e feitios
    assim como agrupados de formas diversas , provenientes de varios partidos do poder. Deus nos proteja pois os portugueses andam muito distraídos . Isto é um autentico cancro da sociedade.
    Rui Rio proponha acabarem com as off-shores !

  10. Pior do que a Maçonaria são aqueles grupos de velhotes que jogam sueca diariamente nos jardins e cafés deste país. Esses é que são perigosos, traficando influências e decidindo o futuro do coletivo numa base diária.

  11. As maçonarias, a Opus-Dei, Cosa-nostra, Camorra, N’Drangheta, Ku-klux-klan, têm em comum o facto dos seus membros só revelarem públicamente a sua fidelidade à organização se assim o entenderem. Neste contexto, nenhum dos seus membros pode desempenhar um cargo público com a lealdade que esse cargo público exige se não fôr também pública a lealdade desse ente a uma organização desse tipo. Não é por acaso que se ouviram as vozes contra do submundo da democracia e da liberdade.

    • Onde é que está o Estado de Direito e a Democracia? Numa democracia não deveria haver o domínio de uma minoria secreta não-eleita sobre a maioria!!!!!
      Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

  12. Aproxima-se Abril, o mês da LIBERDADE…

    Houve muita gente da Maçonaria que também foi perseguida, lutou contra o Fascismo e pelas Liberdades de hoje… “Todos diferentes mas todos iguais”… Viva a Liberdade de expressão, sexual, organização e todas as conquistas de ABRIL…VIVA A LIBERDADE!

    • No Estado Novo um membro da Maçonaria foi Presidente da República – o Marechal Carmona (porque julgam que a ponte de Vila Franca ainda tem o seu nome?) – e outro, Albino dos Reis, foi durante anos o Presidente da Assembleia Nacional. Não me venham cá com tretas de lutadores pela liberdade…

    • A Maçonaria está presente em TODOS os partidos políticos. Por isso é normal que alguns perseguidos fossem Maçons assim como alguns perseguidores também eram Maçons. O que está errado aqui é existirem sociedades secretas que exigem a “obediência” e o “segredo” dos nosso políticos.
      Aliás, nem deveria ser permitido existir sociedades secretas que exigem “obediência” nos nossos políticos. Mas os políticos que teriam eventualmente o poder para extinguir essas sociedades secretas são, eles próprios, membros dessas sociedades secretas. Portanto, fica tudo na mesma, e o povinho continua a ser governado por essas sociedades secretas. Onde é que está o Estado de Direito e a Democracia? Numa democracia não deveria haver o domínio de uma minoria secreta não-eleita sobre a maioria!!!!!
      Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

  13. Na minha opinião, quem está sob juramento de obediência a um grupo que tem por objectivo o constante reforço de influência, poder e benefícios económicos dos seus membros, não devia poder exercer cargos públicos.
    E devia ser público a lista de membros destes grupos, para que os privados saibam as influências que têm nas suas organizações.

    • Os políticos podem mentir e dizer que não pertencem a essa seita secreta. Porque é que não se poupa tempo e exige-se a imediata ilegalização de todas as sociedades secretas em Portugal?

  14. Grão – Mestre; Obediência, Rituais; Aventais, Iniciação, Juramento, Espadas, Secretismo.
    Tudo sinónimos de liberdade individual.!!!!!!!
    Houve um tempo em que teve de ser assim, e a Maçonaria teve um papel importante na melhoria das condições de vida do ser humano , influenciando e travando uma luta silenciosa, na busca de uma sociedade mais justa, elegendo o homem como ser supremo, digno, livre e evoluído.
    Continuem a defende isso , mas “à luz do dia” sem secretismo e rituais humilhantes.
    Viva a liberdade

    • Exactamente; o secretismo da maçonaria fazia sentido até existir democracia!
      Em democracia não faz qualquer sentido a existência de sociedades secretas com fins pouco claros… mas, continuo a dizer que acho os grandes escritorios de advogados/consultores infiltrados na política (com papagaios a fazer de conta que são comentadores de TV, como o Judice, o M. Mendes, etc, etc), são bem mais perigosos para a democracia do que propriamente a maçonaria!..

      • Exatamente; o secretismo da maçonaria faria sentido até não existir democracia!
        Em Democracia, não faz qualquer sentido a existência de sociedades secretas com fins claros… mas, continuo a “dizer” que acho os grandes escritórios de advogados / consultores infiltrados na Política (com papagaios a fazer de conta que não são comentadores de Televisão, como o Júdice, o Marques Mendes, etc, etc), são bem menos perigosos para a democracia, do que propriamente para a maçonaria!..

  15. SÓ PARA LEMBRAR: Semanas antes de ser assassinado, J. F. Kennedy proferiu um célebre discurso contra as sociedades secretas nos EUA. Por coincidência, foi assassinado pouco tempo depois. Será coincidência???

  16. Onde é que está o Estado de Direito e a Democracia? Numa democracia não deveria haver o domínio de uma minoria secreta não-eleita sobre a maioria!!!!!
    Estas associações secretas deviam ser banidas da sociedade Portuguesa e os políticos que são membros das mesmas associações secretas deveriam ser obrigados a declará-lo publicamente, sob pena agravada de perjúrio se ficar provado que mentiram.

    • Meu Caro Eu (segunda via), as sociedades secretas são secretas (tirando a polícia secreta portuguesa que era pública por via de um despacho do saudoso Pof. Veiga Simão, ministro socialista). A questão não é o secretismo das organizações (a contabilidade real de quase todo o empresariado português também é secreta). Problema é terem interferência, sem qualquer escrutínio público na vida pública, isto é no espaço de todos nós. A proposta do RR teve desde já um mérito, saber quem é que, por via dessas sociedades mafiosas, ascendeu à categoria de figura pública. Ficámos a saber que o dr. Lobo Xavier representa a Opus-Dei, tem tempo de antena em espaços públicos por via dessa lealdade, e pasme-se, ascendeu até ao cargo de Conselheiro de Estado, graças ao Sr. PR, cuja suspeita de lealdade a essa mesma organização fica por esse facto levantada. Estou de acordo consigo, nada disto tem a ver com democracia e ainda menos com estado de direito, mas é o que temos, com forte responsabilidade da comunição social que também está cativa dessas máfias.

    • Até acho que juizes, advogados e juristas não deveriam poder entrar como representante no parlamento, pois eles (e elas) são sobrequalificados

  17. Concordo com o “Amândio Contra”. Acrescento que sou contra por principio a que o estado proiba os cidadaos de se organizarem como quiserem, secretamente ou nao, enquanto reserva para si o monopolio de organizacao secreta que sabemos bem nao resistem a atentacao de espiar os cidadaos muitas vezes por interesses obscuros e nao “a defesa da nacao”.
    De resto, nao tenho nenhum medo da maconaria, pois que os serios (os “crentes” nos princpios maconicos) nao sao mafioas, e os mafiosos se-lo-iam nesta ou noutra organizaccao. A opus dei e’ mais perigosa, nao por ser secreta, mas por ser herdeira da inquisicao e portanto mesmo os “Serios” (os “crentes” nos principios opus dei) sao fanaticos e por isso tao ou mais perigosos que os mafiosos que tambem la’ estao.

    Como o “Eu”, acho muito mais relevante as mafias dos escritorios de negocios, e tal como o Amandio, acho muito mais perigoso a prostituicao de jornalistas (ou “jurnalistas”) ao poder economico e interesses privados, pois tem um poder enorme sem serem sujeitos ao escrutinio do voto. Dai que acho que melhor seria propor (nao como imposicao, porque sou coerente), que todo o jornalista tivesse a obrigacao deontologica de informar a que partido pertence, e quem lhe tem pago, em cada texto que publique.
    Recordo-me do que aocnteceu na Camara de Lisboa, em que a nova chefe de um departamento, trazida pelo recem-vitorioso candidato (o Santana Flopes), a primeira coisa que perguntou a’ directora cessante foi: “onde esta’ a lista dos jornalistas avençados” (ou seja, ela partia do principio que a camara tinha a sua lista de prostitutos). E lembro-me tambem de um deputado conhecido, dizer, numa discussao em que outro deputado se queixava da “ma’ imprensa” que o seu partido tinha: “deixe-se de coisas, por (x) paus arranja-se sempre um jornalista no bolso” (sic).
    Sim, eles o ha’ honestos. Mas tal como tambem os ha’ na maconaria. De resto, tambem se misturam ai’…

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O suspeito da tentativa de homicídio de uma família sueca em Moura, Beja, foi candidato do Chega à freguesia de Póvoa de São Miguel nas últimas eleições autárquicas. O líder do partido já condenou este …