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Luanda Leaks. Administradores não executivos da NOS chamados pelo Comité de Ética

Manuel Araújo / Lusa

Isabel dos Santos

O Comité de Ética e a Comissão de Governo Societário da NOS decidiu chamar os três administradores não executivos da operadora citados no escândalo Luanda Leaks. Esta decisão foi tomada antes de uma reunião do conselho de administração sobre o caso, que se realizou esta terça-feira ao final do dia.

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Segundo avançou o Jornal de Negócios, citado pelo Observador, Jorge Brito Pereira (advogado de Isabel dos Santos e presidente do conselho de administração da NOS), Paula Oliveira e Mário Leite da Silva serão ouvidos na segunda-feira. Os nomes dos três administradores surgiram ligados à empresária no caso Luanda Leaks.

Isabel dos Santos é suspeita de ter transferido 115 milhões de dólares (mais de 100 milhões de euros) para a empresa Matter Business Solutions, no Dubai, criada por Jorge Brito Pereira e na qual Mário Leite da Silva e Paula Oliveira eram diretores. As transferências foram justificadas como pagamentos de serviços de consultoria à Sonangol.

Na segunda-feira, o advogado Jorge Brito Pereira garantiu que nunca teve “qualquer intervenção que não a de constituir formalmente a sociedade” no Dubai, para onde foram transferidos os 115 milhões de dólares.

Assegurou ainda que, embora tivesse “poderes latos e abrangentes” sob a empresa, os mesmos “nunca foram por qualquer forma exercidos”, à exceção da criação da sociedade.

A ZOPT, empresa que detém 52% da NOS, pertence a Isabel dos Santos e à Sonae. Esta última demonstrou preocupação com o escândalo Luanda Leaks na segunda-feira, garantindo que “tudo fará para garantir que a empresa [operadora de telecomunicações] tem a estabilidade necessária”.

  ZAP //

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