João Leão garante (sete vezes) que não haverá nova injeção no Novo Banco este ano

Manuel de Almeida / Lusa

O ministro das Finanças, João Leão

O ministro das Finanças afirmou, por sete vezes, esta quarta-feira, durante o debate do Orçamento Suplementar no Parlamento, que este ano não está planeada qualquer injeção de verbas no Novo Banco.

Depois das perguntas do PSD, PSD, PCP, BE, PAN, PEV e Chega a insistir na pergunta, o ministro das Finanças, João Leão, respondeu quase sempre da mesma maneira: “Não está previsto neste OS uma nova injeção no Novo Banco.”

Nem para o Novo Banco nem para o Montepio, afirmou, em resposta a André Ventura, que lhe perguntou se podia garantir que não iria ser investido “nem mais um cêntimo” no Novo Banco.

O Novo Banco foi um dos pontos em comum das perguntas dos deputados na primeira fase do debate, tendo sido apelidado mesmo de “elefante na sala”.

À semelhança do Presidente da República, o ministro das Finanças disse que também ficou estupefacto com as declarações do presidente executivo do Novo Banco, sobre uma possível nova injeção no banco.

“Se estou estupefacto com as declarações do senhor presidente do Novo Banco? Sim, estamos estupefactos, consideramos que as declarações foram extemporâneas e fora do tempo”, disse João Leão, em resposta ao deputado do PSD Duarte Pacheco.

Sobre as metas do défice, o governante disse que o compromisso, neste momento, é “sobre o programa de estabilização da economia de que precisamos nesta fase”. “Não vamos interpretar de forma rígida as metas do défice, deixaremos atuar, naturalmente, os estabilizadores automáticos”, afirmou.

Em resposta à deputada do PS Ana Catarina Mendes, João Leão disse que a sua equipa manterá “uma linha de continuidade face ao que se passou nos últimos cinco anos”, mas “adaptada ao novo cenário” associado à pandemia de covid-19.

“Essa linha de continuidade tem uma preocupação fundamental com a estabilidade. Estabilidade no apoio ao rendimento das famílias e na proteção dos seus rendimentos. Estabilidade na manutenção dos postos de trabalho e na capacidade produtiva das empresas e estabilidade nas suas perspetivas”, completou o governante.

João Leão foi também respondendo a várias perguntas da oposição, e deixando críticas, especialmente à direita, dizendo por exemplo que compreendia que a deputada Cecília Meireles (CDS-PP) achasse estranho “não haver aumento de impostos” no Orçamento Suplementar.

“Percebo que a senhora deputada Cecília Meireles estranhe não haver nenhum aumento de impostos. Está tão habituada, nestes contextos, a propor aumentos de impostos, que acha estranho não haver aumento de impostos”, atirou.

Ao PSD, João Leão disse que “os portugueses terão dificuldade em entender a posição” do partido sobre a contribuição adicional sobre a banca para financiar a Segurança Social, e instou o partido a “clarificar ao país e às empresas se está preocupado com a celeridade ou com os riscos contingentes” dos empréstimos às empresas.

À deputada Mariana Mortágua, do BE, que colocou uma questão sobre prestações sociais, o ministro das Finanças disse que “foram entretanto prorrogadas prestações de subsídio social de desemprego até ao final do ano, foram já aprovados a redução dos prazos de garantia para que mais facilmente as pessoas tenham acesso ao subsídio de desemprego”.

  ZAP // Lusa

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