Impeachment. Democratas preparam-se para avançar com duas acusações formais contra Trump

Jim Lo Scalzo / EPA

O Presidente dos EUA, Donald Trump

Os democratas estarão a planear apresentar esta terça-feira dois artigos de impeachment que acusam Donald Trump de abuso de poder e obstrução do Congresso.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, o Comité Judiciário da Câmara de Representantes trabalhou durante a noite para poder apresentar os artigos, que espera que sejam discutidos na quinta-feira.

Os artigos serão, segundo o jornal, focados em duas acusações principais: que o Presidente norte-americano violou o juramento ao colocar as suas preocupações políticas acima do interesse nacional e que tentou impedir as tentativas do Congresso de investigar.

O presidente do Comité Judiciário, Jerrold Nadler, apontou isso à entrada da reunião de segunda-feira, apontando que “tudo isso revela um padrão de comportamento que representa um perigo real para a integridade das próximas eleições”.

Além das acusações de abuso de poder e obstrução, os democratas terão debatido se deveriam incluir um terceiro artigo que acusasse Trump de obstrução de Justiça e que oferecesse detalhes sobre o relatório Mueller, de acordo com a CNN. Porém, a ideia terá caído por terra devido à dificuldade de passar o artigo na Câmara dos Representantes, uma vez que os democratas mais moderados têm oferecido resistência em abordar outras questões além da Ucrânia.

Na segunda-feira, os advogados escolhidos por cada um dos partidos defenderam no Congresso a sua posição relativamente ao processo de impeachment. O advogado do Partido Democrata acusou Trump de ter um “esquema” para obter “lucros políticos e pessoais” através dos seus contactos com o Presidente da Ucrânia, Volydymyr Zelensky.

Já o advogado do Partido Republicano, mantendo a linha previamente defendida, referiu que este processo é o resultado da “obsessão” dos democratas em tirar o Presidente da Casa Branca.

Na terça-feira passada, o inquérito que visa a destituição de Donald Trump reuniu “provas esmagadoras” de “conduta inapropriada” do Presidente, segundo o relatório oficial da comissão parlamentar que realizou as investigações. Dois dias depois, quinta-feira, a Presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, anunciou que iria avançar com a redação de acusações contra Donald Trump.

O Presidente norte-americano foi acusado de pressionar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar o seu rival político e ex-vice-Presidente Joe Biden.

Esta chamada, cuja transcrição foi revelada na última semana após a queixa de um denunciante, levou os democratas a darem início a um processo de impeachment presidencial. Na segunda-feira, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, recebeu uma intimação relacionada com os seus contactos com as autoridades ucranianas.

Mais tarde, o Governo australiano confirmou que houve uma segunda chamada, em que Donald Trump pressionou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, para que este o ajudasse a descredibilizar a investigação do procurador especial Robert Mueller. O governo australiano confirmou que a chamada aconteceu e que o primeiro-ministro concordou em ajudar.

A Casa Branca restringiu o acesso à transcrição da conversa telefónica entre o Presidente dos EUA e o primeiro-ministro da Austrália a um pequeno grupo de assessores. A decisão é invulgar mas semelhante à que foi tomada no caso da chamada com o Presidente da Ucrânia.

Considerando a maioria democrata na Câmara, Trump será o terceiro presidente da história, depois de Andrew Johnson e Bill Clinton, a enfrentar um impeachment no Congresso. Richard Nixon também esteve envolvido num processo, mas, sem o apoio dos próprios republicanos, renunciou antes da votação no plenário. Neste caso, porém, Trump poderá será absolvido durante o processo no Senado, onde os republicanos são maioria.

ZAP ZAP //

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