Pelosi acionou votação para impeachment a Trump. “Os factos são incontestáveis”

Shawn Thew / EPA

A Presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, anunciou esta quinta-feira que o órgão irá avançar com a redação de acusações contra o Presidente norte-americano, no âmbito do processo de impeachment.

“As ações do Presidente violaram seriamente a Constituição”, disse Pelosi esta quinta-feira em declarações aos jornalistas, numa conferência de imprensa em Washington

“Os factos são incontestáveis. O Presidente [Donald Trump] abusou do seu poder em benefício próprio e às custas da nossa segurança nacional”, disse, citada pelo jornal Público, sem adiantar o teor das acusações que vão agora ser redigidas.

“É a nossa democracia que está em causa. O Presidente não nos deixa outra escolha que não agir, porque ele está a tentar, uma vez mais, corromper as eleições a seu favor (…) O Presidente usou os seus poderes de forma abusiva, prejudicando a nossa segurança nacional e pondo em causa a integridade das nossas eleições”.

Os artigos de acusação serão agora submetidos a uma votação na Câmara de Representantes. De acordo com o jornal Observador, a votação deve ocorrer perto do Natal O cenário mais provável, explica o jornal, é a Câmara dos Representantes declarar Donald Trump como culpado. Depois, o processo de impeachment transita para o Senado, mais favorável ao Presidente, onde o Partido Republicano detém a maioria.

“Nancy Pelosi teve uma crise de nervos”

Trump já reagiu ao anúncio da Presidente da Câmara de Representantes: “Nancy Pelosi teve uma crise de nervos”, escreveu esta quarta-feira o Presidente norte-americano.

O Presidente norte-americano mostrou-se confiante, dizendo não recear o passo agora acionado pelos Democratas. “Os Republicanos nunca estiveram tão unidos (…) Vamos ganhar!”, escreveu noutra publicação na mesma rede social.

“Eles já tinham desistido da ‘coisa’ ridícula do Mueller, por isso agora agarram-se a dois totalmente apropriados (perfeitos) telefonemas com o Presidente ucraniano”, apontou.

O processo de impeachment baseia-se em acusações, por parte dos Democratas, de que Donald Trump terá abusado do seu poder, ao pedir ao governo ucraniano que investigasse Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden que passou pela administração da empresa energética ucraniana Burisma.

Quarto impeachment à vista

Nos Estados Unidos o processo de Impeachment é instaurado por denúncia no Congresso para apurar a responsabilidade por grave delito ou má conduta no exercício de funções de estado, cabendo ao Senado, se procedente a acusação, aplicar ao infrator a pena de destituição do cargo.

Até agora, apenas um presidente norte-americano foi afastado do seu cargo por impeachment: Andrew Johnson, 17.º Presidente dos Estados Unidos, destituído em 1868 por violar a Tenure of Office Act, lei federal destinada a impedir o presidente de exonerar certos titulares de cargos públicos sem aprovação do Senado.

Em 1974, Richard Nixon, 37.º presidente do país, renunciou ao cargo para evitar a destituição pelo seu envolvimento no escândalo Watergate.

Em 1999, o 42.º presidente americano, Bill Clinton, foi alvo de um processo de impeachment por falso testemunho num escândalo sexual a estagiária Monica Lewinsky, mas o processo de impugnação foi arquivado pelo Congresso norte-americano.

ZAP // Lusa

 

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