“Há esperança”. OMS admite que a vacina pode estar pronta até ao fim do ano

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Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)

O Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, admitiu que possa haver uma vacina disponível até ao final do ano e pediu solidariedade e compromisso político de todos os líderes para garantir uma distribuição justa de vacinas.

O anúncio foi feito durante os comentários finais da reunião do Conselho Executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), formado por especialistas de 34 Estados Membros.

“Vamos precisar de vacinas e há esperança que até o final deste ano possamos ter uma vacina. Há esperança. Investir nelas enquanto usamos as ferramentas que já temos em mãos é importante para termos melhores resultados”​​​​​, revelou Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela agência Reuters.

No final da reunião de dois dias, Tedros Adhanom Ghebreyesus concluiu que, “embora ainda existam áreas desconhecidas, agora sabemos mais sobre o vírus” que causa a covid-19.

Por outro lado, estas declarações contradizem as do cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, que, no mês passado, alertou que possíveis vacinas contra covid-19 não devem estar disponíveis para a população em geral antes de um período de dois anos, embora os primeiros grupos de risco possam vir a ser imunizados em meados de 2021.

Vacina improvável antes das eleições nos EUA

A Agência do Medicamento dos Estados Unidos (FDA) estabeleceu na terça-feira critérios de aprovação de uma futura vacina contra a covid-19, que tornam improvável a sua autorização antes das eleições presidenciais em 3 de novembro.

Os fabricantes de vacinas terão de esperar pelo menos dois meses após injetar a última dose dos ensaios clínicos de Fase 3, antes de submeterem um pedido de comercialização, segundo um comunicado divulgado pela agência na sua página na Internet.

Os três testes em curso nos Estados Unidos começaram no final de julho (Moderna e Pfizer) e no final de setembro (Johnson & Johnson), sendo que os dois primeiros requerem a administração de duas doses com um intervalo de três ou quatro semanas.

“A FDA está empenhada em garantir que o processo de desenvolvimento e avaliação científica das vacinas contra a covid-19 seja o mais aberto e transparente possível“, escreveu no rede social Twitter o chefe da agência norte-americana, Stephen Hahn, que, segundo a comunicação social do país, mantém há várias semanas um braço de ferro com a Casa Branca para impor estes critérios.

As regras parecem “puxar o tapete” debaixo dos pés da Pfizer, que tem insistido que o seu ensaio clínico terá dados suficientes até ao final de outubro, correspondendo às previsões de Donald Trump, enquanto a Moderna, por sua vez, já tinha apontado a comercialização da sua vacina para o final de novembro.

ZAP // Lusa

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