Maria Luís está de saída e alerta para o risco de um 4º resgate

José Sena Goulão / Lusa

Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque

No dia em que o governo de coligação PSD-CDS/PP vai cair, a ministra das Finanças ainda em exercício já fala como oposição e alerta para a possibilidade de Portugal poder vir a necessitar de um novo resgate financeiro.

Um alerta feito aos portugueses no debate do programa de governo que decorre na Assembleia da República, onde o PS de António Costa se apresta para apresentar uma moção de rejeição ao actual governo.

Perante esta queda anunciada, a ministra das Finanças avisa para os “desmandos” de quem não tem “cuidado em assegurar o financiamento” e para os riscos de podermos precisar de um novo resgate – “o quarto em 40 anos”, afiança Maria Luís Albuquerque.

Garantindo que o país está melhor e que “só a oposição não o quer reconhecer”, a ministra em exercício ainda alerta que um novo resgate “traria sacrifícios bem mais duros“.

Maria Luís Albuquerque faz questão de salientar que há boas notícias com as exportações em alta, o desemprego em decrescendo e a confiança dos consumidores e empresários a subir.

Também intervindo no Parlamento, o deputado do PSD Duarte Pacheco criticou os socialistas, propondo até, com ironia, uma candidatura do PS ao Prémio Nobel da Economia por pretender conseguir reduzir o défice com mais despesa e menos receita.

“Será que o Excel dos socialistas ainda é o mesmo do engenheiro Sócrates? Aquele que, em 2009, com menos receita e mais despesa nos conduziu à bancarrota? Será que, em 2016, os socialistas já estão a prever um crescimento superior àquele que estava previsto?” Perguntas que Duarte Pacheco deixou no debate parlamentar.

SV, ZAP

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4 COMENTÁRIOS

  1. É exatamente por comentários como este, que a coligação devia permanecer em funções. Não só por ter sido de facto a eleita pelos portugueses, mas para que se responsabilizasse pelo trabalho executado até aqui.
    Esta situação de um novo governo composto por politicos que não se entendem e que apenas fazem acordos para atingirem o objectivo de estarem no poder, vai levar à culpabilização entre os que estiveram e os que virão a estar à frente dos destinos do País e mais uma vez ninguem será responsabilizado.
    É novamente a dança das cadeiras.
    Um acordo por um ano nem numa pequena empresa leva a lado nenhum, quanto mais num País.

  2. Mas se os cofres estão cheios como disse mais que uma vez então não deveríamos precisar desse resgate, agora e mais uma vez se vai verificar tudo o que se fez e se roubou ops desculpem desviou dos cofres para amigos e amigalhaços.
    A única coisa que tenho a dizer é que seja quem for vai sempre dar ao mesmo e os problemas reais do Pais ficam cada vez pior, ao Povo o que é do Povo e de uma vez fora com todos os partidos que estão podres, nasçam novos partidos de novos ideais e realidades distintas para começar de novo pois nunca nos vamos endireitar com qualquer partido actual onde reina a corrupção, engano e desrespeito pelo seu próprio Povo

  3. Sabem o que devia fazer o presidente da republica ,agarrar no Costa, Passos, Portas, Catarina, Geronimo e outros e obriga-los a Governar o Pais em conjunto sem idealismos partidários e mamões e apenas para bem do Povo e do Pais.

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