Governo português confrontou Dijsselbloem (e levou resposta)

Olivier Hoslet / EPA

O ministro das Finanças, Mário Centeno, com Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo

O Governo português exigiu, nesta sexta-feira, um pedido de desculpas público a Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, sobre a alusão aos “copos e mulheres”, a propósito dos países do Sul da Europa, e o político holandês mostrou-se “chocado” com a reacção portuguesa.

O secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, exigiu um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo, depois de este ter insinuado que os países do Sul da Europa gastaram o dinheiro em “copos e mulheres”, antes de terem pedido ajuda financeira.

Antes do início da reunião do Eurogrupo, que decorre, nesta sexta-feira, em Valletta, capital de Malta, Ricardo Mourinho Félix, que representa Mário Centeno, ministro das Finanças, no encontro, dirigiu-se a Jeroen Dijsselbloem para lhe transmitir a posição do Governo português sobre aquelas declarações.

“Quero dizer-lhe que foi profundamente chocante aquilo que disse dos países que estiveram sob resgate e gostaríamos que pedisse desculpas perante os ministros e a imprensa”, disse Mourinho Félix ao presidente do Eurogrupo, segundo as imagens captadas pelas televisões portuguesas no ‘tour de table‘, um momento anterior ao início formal da reunião.

Na resposta, Jeroen Dijsselbloem disse que falaria sobre isso, mas sublinhou que “a reacção de Portugal também foi chocante”. “Não lhe vou exigir um pedido de desculpas, mas vou dizer alguma coisa”, acrescentou o presidente do Eurogrupo.

Dijsselbloem diz que “certamente” não se demite

O político holandês continua sob fortes críticas e já surgiram vários pedidos de demissão, sobretudo do Governo português.

O Parlamento Europeu em peso também já pediu a saída de Dijsselbloem da liderança do Eurogrupo, mas ele não tem intenções de se demitir, conforme anunciou à entrada para a reunião do Eurogrupo, nesta sexta-feira.

“Certamente que não”, respondeu o holandês aos jornalistas, quando questionado sobre se tem a intenção de se demitir.

“Só sei de duas coisas: ainda sou ministro das Finanças da Holanda e presidente do Eurogrupo e que o meu mandato no Eurogrupo acaba em Janeiro“, afirmou ainda Dijsselbloem.

Embora admita que possa existir alguma ‘lacuna’ depois das eleições legislativas holandesas, Dijsselbloem considerou que “não há urgência” em discutir esse assunto no Eurogrupo desta sexta-feira.

Além das declarações sobre os países do sul, Dijsselbloem continua sob críticas depois de não se ter disponibilizado a participar, esta semana, num debate no hemiciclo de Estrasburgo sobre o programa de assistência à Grécia.

O presidente do Eurogrupo disse que irá ao Parlamento Europeu falar sobre a Grécia a 27 de Abril.

ZAP // Lusa

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18 COMENTÁRIOS

  1. Até parece que o que o holandes disse é falso? Nada disso, é bem verdadeiro pois enquanto Portugal andar de mão estendida arrrisca-se a ouvir estas e outras. Portugal já teve três insolvências com esses grandes mestres da ilusão do socialismo da Tugolãndia.
    Subscrevo na íntegra essas palavras e enquando Portugal não recuperar a sua soberania económica e financeira não passa de um parasita e gastador nato. A dívida pública cresce a cada dia…O resto são manobras de propaganda dos xuxas e da sua esquerda mais radical sempre pronta a pregar calotes e a queixar-se de que nos empresta dinheiro.

    • Se o que Dijsselbloem disse é o mesmo que a generalidade dos cidadãos europeus, portugueses incluídos, dizem, porquê tanta reclamação ou escãndalo? Apenas por o lugar e a expressão não terem sido as melhores? Isso não chega.

      • Já há muitos anos se ouvia em Portugal dizer ” o gajo quer é putas e vinho verde”

        Já não é de agora, mas mais apetitoso ficaram o vinho e as putas quando pagos pelos outros

    • Ora aqui temos mais um sem abrigo APÁTRIDA a quem em 75 concedemos visto e agora diz mal da casota tem pulgas, integrar escumalha desta custa muito dinheiro e nós não o tinhamos tivémos que o pedir. com energúmenos destes nunca mais deixamos de ouvir dijsselbloem’s empanturrados em droga e a viver á conta de putas “légais nã é”.

    • Bem… a confusão nessa cabeça é tanta (com sintomas graves de clubite politica) que pensas que os portuguesas são todos como tu!!
      Além disso, Portugal nunca teve nenhuma insolvência!
      Desde o 25 Abril de 1974 teve três pedidos de ajuda financeira externa, e, no primeiro, embora o governo fosse do PS, tinha lá, por exemplo, o fundador do PSD (Mota Pinto) sendo que, “curiosamente”, o Medina Carreira era o ministro das Finanças!!
      No segundo pedido, o governo era uma coligação PS-PSD!
      No terceiro, o governo era, efectivamente, do PS, mas é inegável que tudo fizeram para não pedir ajuda externa, ao contrário do PSD que fez precisamente o contrário!!
      Portanto, cuidado com essas “ilusões”…
      Além disso, se não fosses tão ignorante saberias que, por exemplo, a divida das famílias holandeses (país onde este monte de lixo foi ministro das finanças) é a maior da Europa – muito acima da divida das famílias portuguesas!!
      Também convém recordar que este artista dizia que tinha um mestrado até ser destemido pela universidade!!
      Um cidadão exemplar…
      Mas, mesmo assim, há tristes ignorantes que vão logo a correr “beijar-lhe os pés”!…

    • A Holanda é o país dos piratas, que assaltavam as armadas comerciais desde os descobrimentos. Vigaristas, ladrões e assaltantes é a sua origem. mas, esqueci-me são loiros e bonitos, os maus são os atuais “pretos da Somália”…. Os velhotes holandeses não querem estar nos lares, porque já não dão rendimento e estão cá a mais, se é que me faço entender….mas continuam loiros e bonitos… as plantas aquáticas que comercializam vão buscá-las aos países pobres a preços miseráveis e vendem-nas a preços do mundo rico…. temos mais exemplos, mas… miseráveis de todo o mundo continuem a lamber as botas a quem vos chicoteia, porque mentalidade de escravo é o que está a dar…..

  2. E que resposta deu segundo o titulo da noticia? Que a resposta de Portugal foi chocante mas que não falava sobre isso? E isso para o escriba “o não se ficar”?
    Enfim…

  3. Se não gastámos o dinheiro em copos e mulheres, gastamos noutra coisa qualquer . A verdade é que desde a “brilhante” revolução pouco ou nada produzimos e gastamos como se fossemos ricos.
    Obviamente, quem está sempre a emprestar para tapar os buracos dos outros, ás tantas passa-se. Foi o que passou. ehehehe

    • O senhor não tem uma mentalidade de um ser livre e digno, tem mentalidade de subalterno e complexado. Gente como o senhor, antes de tudo, precisa de um psicólogo. As frustrações levam muitas vezes ao suicídio. Trate-se.

      • Trancão não é aquele rio bem cheiroso às portas de Lisboa ?Logo vi
        719.550.000.000 euros. este numero meu caro , é a nossa divida aproximada , pública e privada . Quem é que a paga? Se o sr. ganhar 100 e gastar 130, terá uma divida de 30. Certo?
        Ora se ganhou só 100, porque gastou 130?
        Eu, se ganhei 100 e só gastei 70 fui mais contido e responsável. Porque razão é que eu que poupei 30 , terei de os dar ao sr. que gastou 130, quando só podia ter gasto 100?.

        • É um raciocínio que tem tanto de correcto como de redutor.
          Uniåo Europeia é (ou deveria ser conforme está escrito nos seus fundamentos de construção) um projecto de coesão e solidariedade, o mesmo é dizer que, países mais ricos, os que tendo 100 só gastaram 70, dispensem os 30 aos outros que, apesar de terem 100 (nem isso têm obviamente) têm de gastar 130 para conseguirem atingir estruturalmente o nível dos outros mais ricos. É assim que se atinge um minimo de coesão e equidade económica, financeira e social, que, repito, está nos fundamentos da criação da UE. Assumir que quem tem mais não deva ceder uma fatia a quem tem menos para que este se possa desenvolver e chegar ao patamar dos melhores, é continuar a apostar numa lógica de uns a explorar e outros a serem explorados. Muito sinceramente, esta UE transformou-se nisso mesmo. Os fundamentos foram para o lixo e isto a que chamamos UE é um filme onde meia duzia eståo para mandar, impôr “soluções” e esmifrar os mais fracos, de onde retiram importantes receitas, mantendo-os assim num projecto europeu desvirtuado da sua essência mas que lhes convém. Encaram esta UE como uma forma de obter grandes ganhos á custa dos países mais fracos e, neste momento, o projecto europeu existe só por causa disso mesmo.
          A Holanda, não é, nem de perto, um “poço de virtudes”, é aliás, o país com a maior divida privada da Europa toda, não sei se sabia, mas é uma questão de irver os dados do Eurostat. Está lá tudo, bem claro.
          Independentemente das opiniões e pontos de vista de cada um, nada dä o direito a este senhor de nos chamar bêbados, vadios e “put.nheiros”,

  4. Hipocrisia por parte de um político europeu, novamente.
    Do país das prostitutas e drogas legais só um idiota diz o que esse inclassificável Sr. disse.
    Mais, Holanda, Alemanha e França devem uma enorme gratidão aos países do sul da Europa, são estes que lhes pagam juros, são estes que consomem os seus produtos, são estes que os acolhem nas suas férias, são estes que formam os magníficos engenheiros que para lá vão trabalhar, são estes que mais contribuem para a sua riqueza.
    O governo português deve fazer ainda mais para correr com esse inclassificável idiota.

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