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Mais cinco mortes e 123 casos. Governo quer duplicar a capacidade de testagem

José Sena Goulão / Lusa

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

Portugal regista esta segunda-feira mais cinco mortes por covid-19 e 123 novos casos confirmados de infeção nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Assim, desde o início da pandemia, registaram-se até agora 55.720 casos positivos de covid-19 e 1.801 mortes.

O número de pacientes internados em hospitais aumentou para 321, mais quatro em comparação com domingo. Pelo contrário, há menos três doentes em unidades de cuidados intensivos, diminuindo para 44 pessoas.

Os dados da Direção-Geral da Saúde revelam que há mais 106 pacientes recuperados, elevando o número de curados para 40.880. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novos casos nas últimas 24 horas, com 63 infeções confirmadas, contabilizando 28.816 casos.

Portugal vai ter uma rede de diagnóstico alargada e reforçada, para detetar o eventual reaparecimento de covid-19 e de outros vírus, por forma a responder de forma “célere e integrada” a novos surtos, destacou esta segunda-feira o governo.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, que expôs o plano em conferência de imprensa, em Lisboa, o investimento é de 8,4 milhões de euros.

“Portugal é hoje um dos países que mais testes por cem mil habitantes faz na Europa”, disse o governante durante a habitual conferência de imprensa para atualizar a informação relativa à Covid-19.

O objetivo da expansão da capacidade laboratorial é duplicar a capacidade de testagem para cerca de 22.000 testes por dia, indicou, referindo que atualmente são feitos 10.000 testes por dia no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“No Alentejo e no Algarve, por exemplo, a previsão é de um aumento da capacidade de testagem superior a 400%”, frisou.

Este plano, acrescentou Lacerda Sales, foi aprovado a 10 de agosto, tem um financiamento de 8,4 milhões de euros previsto no Programa de Estabilização Económica e Social e a operacionalização técnico-científica fica a cargo do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge.

O presidente do INSA, Fernando Almeida, que hoje participou na mesma conferência de imprensa, defendeu que a intenção não é fazer testes sem critério.

“Este esforço [8,4 ME] não tem a ver apenas e só com a Covid. Nesta altura tem a ver com o diagnóstico dos casos Covid, mas é um investimento que também tem em conta toda a capacidade de diagnóstico para outras emergências e patologias que possam vir a ocorrer”, sustentou.

De acordo com o mesmo responsável, foram estabelecidos critérios com a participação de todos os hospitais do SNS.

“Todos os investimentos que foram estudados e que estão a ser estudados foram feitos com critérios ouvindo todas as estruturas hospitalares, com a parceria das ARS e com uma equipa que foi nomeada por um despacho específico do senhor secretário Estado”, afirmou. O investimento é sobretudo na área das infraestruturas e dos equipamentos.

“Todo este investimento vai permitir a duplicação da capacidade de testagem se for precisa, no limite, e permite-nos ter uma melhor e maior resposta em todas as regiões do país”, declarou.

  ZAP // Lusa

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