Na gestão da crise, portugueses confiam muito em Costa (mas não tanto em Temido)

Tiago Petinga / Lusa

A esmagadora maioria dos portugueses concorda com a necessidade do estado de emergência. Os inquiridos têm muita confiança em Costa, mas não tanto em Temido.

Uma sondagem ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC mostra que, no que toca à gestão da crise, a grande maioria dos portugueses confia na atuação do primeiro-ministro António Costa mais do que confia em Marcelo Rebelo de Sousa. Ainda assim, o presidente da República, que esteve isolado momentaneamente em quarentena, está bem cotado.

António Costa surge no primeiro lugar de preferência dos portugueses no que toca à confiança na gestão desta crise de Covid-19, reunindo 75% de aprovação. Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, aparece logo atrás, com 74% dos portugueses a confiarem na sua atuação.

Nos eleitores à esquerda, o fosse entre as duas figuras alarga-se. Neste universo, Costa arrecada 92% de aprovação, enquanto Marcelo fica pelos 81%. À direita, o primeiro-ministro soma 81% e o chefe de Estado conta com 79%.

Esta diferença pode ser explicada pelo facto de Marcelo Rebelo de Sousa se ter resguardado em quarentena devido a suspeitas de infeção, enquanto António Costa esteve sempre na linha da frente no combate ao surto do novo coronavírus.

A esmagadora maioria dos portugueses também mostrou concordar com a decisão de ter sido decretado estado de emergência no país. Dos cidadão inquiridos, 95% concordou com este procedimento, sendo que 51% consideram que as medidas tomadas pelo Governo foram adequadas, mas 44% acreditar que eram necessárias medidas mais restritivas. Apenas 3% dos inquiridos disse não concordar com o estado de emergência e 1% disse não ter opinião.

Esta sondagem vem também realçar a confiança que os portugueses têm na PSP e GNR, que surgem destacadas no primeiro lugar com 79%. O pódio é completado pela Direção-Geral de Saúde (77%) e o já referido primeiro-ministro António Costa (75%).

Esta visão da realidade altera-se consoante a orientação política dos inquiridos. À esquerda, o Expresso escreve que a confiança máxima está em António Costa (92%) e, só depois, surgem as forças de segurança (83%). Seguem-se a ministra da Saúde (83%) e a DGS (82%), com Marcelo Rebelo de Sousa a fechar (81%).

No universo à direita, as forças de segurança lideram no que toca à confiança na sua ação. Neste panorama, a ministra da Saúde, Marta Temido, mostra ser a entidade em que os inquiridos depositam menos confiança – apenas 64%.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Se a ministra, desde sempre, tivesse adotado, nas suas intervenções e entrevistas, uma atitude diferente da de uma “menina espertinha”, a situação seria diferente…

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