Mais 818 mortos, 15 mil novos infetados, e um general como ministro da Saúde do Brasil

José Dias / PR

O novo ministro da Saude interino do Brasil, Eduardo Pazuello (esq). À direita, Nelson Teich

O Brasil totaliza 15.633 óbitos e 233.142 pessoas diagnosticados com covid-19 desde o início da pandemia, tendo registado nas últimas 24 horas 816 mortos e 14.919 novos infetados, informou no sábado o executivo.

O Ministério da Saúde brasileiro indicou ainda que está a ser investigada uma eventual relação de 2.304 óbitos com a doença provocada pelo novo coronavírus. No total, o país sul-americano já registou a recuperação de 89.672 pacientes de covid-19, sendo que 127.837 continuam sob acompanhamento.

O aumento no número de mortes no Brasil foi de 5,5%, passando de 14.817 na sexta-feira para 15.633 mortes este sábado. Quanto ao número de infetados, o crescimento foi de 6,8%, passando de 218.223 para 233.142 casos confirmados de infeção.

O estado de São Paulo, epicentro da doença no país, contabiliza 61.183 pessoas diagnosticadas com covid-19 e 4.688 mortes, seguido pelo Ceará, que conta com 23.795 casos confirmados e 1.614 óbitos.

O Rio de Janeiro, terceiro estado com maior número de casos confirmados, tem 21.601 casos de infeção e 2.614 vítimas mortais. Apenas duas das 27 unidades federativas do Brasil ainda não ultrapassaram os mil casos da covid-19: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Após o oncologista Nelson Teich ter pedido demissão na sexta-feira do cargo de ministro da Saúde, o Governo liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro anunciou este sábado que o secretário executivo da pasta, general Eduardo Pazuello, assumirá interinamente o comando do ministério.

José Dias / PR

O novo ministro da Saúde interino do Brasil, Eduardo Pazuello

General do Exército, Pazuello foi nomeado para o segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial no passado dia 22, depois de Teich ter assumido o ministério, em substituição de Luiz Henrique Mandetta, exonerado após ter discordado publicamente de Bolsonaro na condução das medidas de combate ao novo coronavírus.

Especialista em logística, o agora ministro da Saúde interino foi coordenador logístico das tropas do Exército brasileiro durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no país sul-americano.

Pazuello coordenou também as ações da Operação Acolhida, que presta assistência aos migrantes venezuelanos que chegam ao brasil em fuga da crise política e económica. Tal como Bolsonaro, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro.

Eduardo Pazuello é o nono ministro de origem militar no Governo de Bolsonaro, mas o primeiro que se encontrava ainda em funções militares – o general de três estrelas comandava a 12ª Região Militar da Amazónia, em Manaus. Os militares representam agora quase metade dos 22 ministros do governo Bolsonaro.

Segundo a Época, quando chegou a Brasília, Pazuello dizia que sua missão no ministério era “temporária” — apenas organizar a transição entre Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Em entrevista, Pazuello admitiu que não tinha qualquer afinidade com a área médica — que o seu conhecimento sobre o assunto é de “leigo”. Pazuello defende, porém, que o país tenha mais “cuidado com os dados utilizados no combate à pandemia”.

Desde que chegou ao ministério, é visto uma espécie de “eminência parda”. Apesar de ser o número 2 na hierarquia da Saúde, Eduardo Pazuello era considerado como sendo mais poderoso do que o ex-ministro Nelson Teich —  mas nega que fosse esse o caso.

O desgaste de Nelson Teich em menos de um mês no Governo ficou evidente esta semana, quando foi informado por jornalistas sobre um aumento na lista de atividades essenciais, decretado por Jair Bolsonaro, que incluiu barbeiros, cabeleireiros e ginásios, entre atividades que poderiam funcionar durante o isolamento social decretado por prefeitos e governadores em todo o país.

O agora ex-ministro também divergia do presidente Bolsonaro sobre a indicação do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com covid-19.

Teich tornou-se assim no terceiro ministro a sair do Governo de Bolsonaro durante a pandemia no novo coronavírus, a seguir a Luiz Henrique Mandetta, o primeiro ministro da saúde do governo Bolsonaro, e Sergio Moro, ex-ministro da Justiça.

ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. queria saber qual o problema do ministro da saúde ser militar? eu prefiro militar do que comunista, pois sei que o tratamento não será saquear os cofres publicos.

  2. O problema do Brasil é que tem uns dentro por ladroagem e outros que deviam ir dentro por demência.

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