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França prepara saída da crise sanitária. Brasil inicia produção da sua primeira vacina

A partir de 2 de junho e até outubro, França vai impor medidas de transição para sair da crise sanitária, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro, Jean Castex, quando os números da pandemia de covid-19 no país estão a descer.

“A nossa intenção, com a introdução de um regime transitório, é que isso nos vai permitir acompanhar melhor o processo de reabertura através de medidas adaptadas à evolução da situação sanitária, que pensamos que vai melhorar progressivamente”, afirmou o primeiro-ministro após o Conselho de Ministros.

Para falar mais sobre a próxima fase da luta contra a covid-19 em França, o Presidente Emmanuel Macron vai falar na sexta-feira aos franceses.

O primeiro-ministro afirmou ainda que há “uma tendência de declínio” dos números da pandemia no país, embora a taxa de circulação se mantenha alta.

O número de novas entradas nos serviços de cuidados intensivos mostra exatamente isso, com apenas 349 novas entradas nesses serviços nas últimas 24 horas. No total, há agora 29.911 hospitalizadas em França, menos 370 do que na véspera, e 5.879 desses pacientes estão nos cuidados intensivos.

Desde terça-feira morreram em França 315 pessoas devido à Covid-19, perfazendo assim um total de 103.918 óbitos desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas foram registados 31.539 novos casos do vírus. Já foram detetados 5.565.852 casos de Covid-19 em França.

Butanvac, a nova vacina do Brasil

O Instituto Butantan, um prestigiado centro de investigação médica do Brasil, iniciou esta quarta-feira a produção da Butanvac, a primeira vacina contra a covid-19 desenvolvida no país e que tem ainda de passar por testes em humanos.

“O Butantan começa a produzir o primeiro lote de um milhão de doses do Butanvac, que será produzido integralmente” pelo instituto vinculado ao Estado de São Paulo, “sem a necessidade de importar matéria-prima do exterior”, informou o governador paulista, João Doria, em conferência de imprensa.

Na última sexta-feira, o Instituto solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), maior autoridade sanitária do país, autorização para iniciar as fases 1 e 2 dos ensaios clínicos em humanos.

Contudo, a Anvisa pediu esta quarta-feira informações adicionais sobre a fórmula, para poder autorizar a realização do que será o primeiro estudo da Butanvac em humanos, uma vez que até ao momento apenas foi testada em animais.

Ainda assim, as autoridades de São Paulo quiseram antecipar-se a essa análise do órgão regulador e iniciar a produção da sua candidata a vacina contra o novo coronavírus, com previsão de ter 18 milhões de doses prontas em 15 de junho.

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“As doses já em produção no Instituto Butantan serão armazenadas e fornecidas à população apenas após a autorização da Anvisa, o que deve ocorrer no segundo semestre”, assegurou o Butantan em comunicado.

O primeiro lote de um milhão de doses da Butanvac será fabricado a partir de uma remessa de 520 mil ovos, que servem de consumível para a produção do antídoto. Essa metodologia é usada pelo Butantan há décadas para a produção da vacina contra a gripe.

O Instituto Butantan já produz no Brasil a vacina Coronavac, do laboratório chinês Sinovac, a mais utilizada no país, que é um dos mais afetadas pela pandemia em todo o mundo, com 395 mil mortes e mais de 14,4 milhões de infetados.

O Brasil também produz o imunizante da empresa anglo-sueca AstraZeneca e da Universidade de Oxford, mas na Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), órgão vinculado ao Governo Federal.

A situação epidemiológica do Brasil, agravada pela circulação de estirpes mais infecciosas, incluindo duas brasileiras conhecidas como P.1 e P.2, melhorou ligeiramente nas últimas duas semanas, embora permaneça em níveis muito elevados.

  ZAP // Lusa

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