Fauci prevê que seja retomado o uso da vacina da Johnson & Johnson nos EUA

Kevin Dietsch / EPA Pool

Anthony Fauci prevê que o regulador norte-americano ponha fim à pausa temporária do uso da vacina da Johnson & Johnson (J&J) contra a covid-19. Acrescentou ainda que acredita que a decisão será tomada até sexta-feira.

“A minha estimativa é que continuemos a usá-la de alguma forma. Duvido seriamente que a cancelem. Não acredito que aconteça. Acredito que haverá alguma espécie de aviso, restrição ou alerta de risco”, afirmou numa entrevista à cadeia de televisão NBC, citado pela Reuters.

Na semana passada, os reguladores de medicamento norte-americanos recomendaram que o uso da vacina da J&J fosse suspenso, depois de serem reportados seis casos de um coágulo cerebral em mulheres entre os sete milhões de pessoas que já receberam este fármaco nos EUA.

O debate sobre o retomar (ou não) do uso da vacina foi agendado para sexta-feira, dia 23 de abril, pelos Centers of Disease Control and Prevention (CDC).

A vacina também está suspensa na Europa e a Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou na sexta-feira que dará na terça-feira um parecer sobre a sua utilização.

Portugal já recebeu as primeiras 31200 doses da vacina da Johnson, que ficarão armazenadas até haver uma decisão do regulador europeu sobre a sua utilização.

Nos EUA, Anthony Fauci diz não conhecer a decisão final, mas prevê que será retomada. “Não sei se há mais casos. Saberemos na sexta-feira… E ficaria surpreendido se não fosse retomado o uso da vacina”, afirmou.

Na CBS, Fauci avançou com uma possível data para a vacinação de crianças: o próximo outono. “Ficaria surpreendido se os miúdos do liceu não pudessem ser vacinados até ao fim do outono.

“Penso que no primeiro trimestre de 2022, seremos capazes de vacinar crianças de qualquer idade, talvez até mais cedo”.

Índia com nove recorde no número de casos

A pandemia do novo coronavírus provocou a nível mundial 11.780 mortes e 755.701 novas infeções por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, segundo o balanço de hoje da agência France-Presse (AFP).

Estes números são ligeiramente mais baixos do que os valores diários anunciados pela AFP no sábado (referentes a sexta-feira), dia em que se registaram 12.767 mortes e 829.597 novos casos por covid-19 em todo o mundo.

A incidência acumulada em sete dias aumentou na Alemanha até aos 165,3 casos por 100 mil habitantes, face a 136,4 na semana passada, com 11.437 novos contágios nas últimas 24 horas, menos 1.800 do que na segunda-feira anterior.

O número de mortos por covid-19 ascendeu a 92, face a 99 há uma semana, de acordo com os dados do Instituto Robert Koch (RKI) atualizados durante a madrugada.

A Índia ultrapassou 15 milhões de infetados com o novo coronavírus desde o início da pandemia, após ter registado um novo recorde diário, tanto em número de casos como em mortes.

O país está a enfrentar uma segunda vaga e nas últimas 24 horas identificou 273.810 contágios, de acordo com o Ministério da Saúde indiano.

Os Estados Unidos registaram 335 mortos e 42.470 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins. Os números são mais baixos do que os registos do dia anterior (708 mortes e 56.663 infetados).

Desde o início da pandemia, o país acumulou 567.210 óbitos e 31.668.343 casos da doença. Os EUA são o país com mais mortes devido ao novo coronavírus e também com mais casos de infeção.

A China detetou onze casos de covid-19, nas últimas 24 horas, todos oriundos do estrangeiro, anunciaram as autoridades de saúde chinesas. Os números anteriores apontavam para 16 novos casos de infeção, também oriundos do exterior.

Os restantes dez casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro nas cidades de Xangai (leste) e Tianjin (norte) e nas províncias de Hainan (sul), Shaanxi (noroeste), Guangdong (sudeste) e Yunnan (sul).

O Peru bateu o seu recorde diário de número de mortos com covid-19 ao somar 433 mortes nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos para 57.230.

O maior número de vítimas fatais no país até agora ocorrera a 10 de abril, quando foram contabilizadas 314 mortes. No balanço de domingo do Ministério da Saúde indicou-se também que foram detetados mais 3081 casos, aumentando o número total de infetados para 1.704.757.

Já o México registou 111 mortos (no dia anterior tinham sido 535) por covid-19 e 1506 infetados nas últimas 24 horas, segundo as autoridades mexicanas. Desde o início da pandemia, o país contabilizou 212.339 óbitos e 2.305.602 casos de covid-19.

No Brasil, o número de mortes provocadas pela covid-19 ascende a 373.335, tendo sido registados 13.943.071 casos da doença desde 26 de fevereiro de 2020, quando foi registado o primeiro caso no país.

A situação no Brasil agravou-se nas últimas semanas, principalmente devido à circulação em todo o território nacional de novas variantes do coronavírus mais agressivas, que têm levado os hospitais à beira do colapso e à escassez de medicamentos para tratar doentes ventilados.

ZAP ZAP // Lusa

 

 

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