Google+ vai fechar. Falha deixou expostos dados de meio milhão de contas

A Google anunciou esta terça-feira que descobriu uma falha na sua rede social Google+, que deixou expostos dados pessoais de cerca de meio milhão de contas.

Uma falha de segurança no Google+ expôs dados privados de cerca de 500 mil utilizadores aos programadores de 438 aplicações externas. O gigante tecnológico referiu que decidiu o encerramento temporário da plataforma, devido a riscos de segurança no acesso a dados privados dos utilizadores afetados.

O encerramento vai durar cerca de dez meses e afetará apenas a versão de ‘consumidor’ desta aplicação, na qual se encontram os erros de segurança que permitiram que outros tivessem acesso a dados pessoais, informou a empresa em comunicado.

“Devido a estes desafios e a um uso tão baixo da versão de usuário da Google+, decidimos encerrar a versão para consumidor do Google+”, frisa o documento, citado pela agência EFE.

De acordo com uma investigação do Wall Street Journal, a vulnerabilidade existia já desde 2015, mas só foi detetada pelo Google em março deste ano. Um memorando interno a que o jornal teve acesso mostra que funcionários esconderam a existência e a gravidade da falha durante os últimos sete meses porque, de acordo com a equipa jurídica da companhia, o Google não estava legalmente obrigado a revelar o incidente ao público.

Esta segunda-feira, a Alphabet, empresa-mãe do Google tornou a informação pública, anunciando uma série de medidas, entre elas o encerramento do Google+.

Segundo o Público, a vulnerabilidade, detetada durante uma auditoria interna, permitia aos programadores de aplicações externas aceder aos dados de utilizadores e a informações dos respetivos amigos, numa situação muito idêntica à da Cambridge Analytica, que envolveu o acesso a dados de milhões de pessoas através do Facebook.

Os dados acessíveis incluíam nomes completos, endereços de email, datas de nascimento, género, fotografias, locais de residência, ocupação profissional e informação sobre relacionamentos pessoais.

Esta vulnerabilidade podia ser explorada a partir de diversas API de serviços do Google. Habitualmente, para aceder à informação de um utilizador individual, os programadores necessitam da sua autorização. No entanto, e neste caso, podiam aceder a dados de utilizadores que nunca tinham dado permissão, mas integravam a rede de amigos.

O Google+ tem agora os dias contados. O fim da rede social acontecer´de forma faseada, ao longo dos próximos dez meses, e os utilizadores terão a possibilidade de descarregar todos os dados que têm nas suas contas. Além do encerramento do Google+,a empresa vai também suspender o acesso de programadores a dados relativos a mensagens de textos e chamadas dos utilizadores de smartphones Android.

O acesso dos programadores às várias aplicações do universo Google vai também mudar. Só poderá ser acedida uma aplicação de cada vez, sendo que o utilizador também só poderá conceder uma autorização de acesso de cada vez.

ZAP // Lusa

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