Facebook revela que 63 mil portugueses podem ter sido afetados pelo caso Cambridge Analytica

wiredphotostream / Flickr

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

A empresa de consultoria britânica pode ter chegado a cerca de 63 mil perfis portugueses, estima o Facebook, graças ao facto de 15 pessoas terem descarregado a aplicação “thisisyourdigitallife”.

Segundo o Expresso, cerca de 63 mil pessoas em Portugal podem ter sido afetadas pelo escândalo da Cambridge Analytica devido ao download da aplicação “thisisyourdigitallife” no Facebook. A empresa confirma que o número de utilizadores que descarregaram a app em Portugal rondou os 15.

“Realizámos uma análise interna para o número de pessoas que potencialmente foram afetadas”, explica a empresa em comunicado. “Usámos uma metodologia expansiva – esta é a nossa estimativa mais correta do número de pessoas que instalaram a app, tal como os dados dos seus amigos que podem ter sido acedidos”, cita o semanário.

Foi este método que também permitiu à tecnológica chegar à conclusão que, afinal, o número de utilizadores com dados acedidos pela sociedade de consultoria britânica aumentou para 87 milhões.

“No total, cremos que a informação do Facebook de 87 milhões de pessoas, a maioria nos Estados Unidos, pode ter sido partilhada indevidamente com a Cambridge Analytica”, escreveu o responsável tecnológico da empresa.

De acordo com o Observador, o Facebook também divulgou um gráfico com a origem dos utilizadores afetados: 70,6 milhões nos Estados Unidos, 1,175 milhões nas Filipinas, 1,069 milhões na Indonésia e 1,079 milhões no Reino Unido estão nos primeiros lugares.

Até ao momento, a informação disponível apontava para que a Cambridge Analytica teria acedido a dados de 50 milhões de utilizadores do Facebook.

O responsável tecnológico do Facebook escreveu um texto a detalhar algumas mudanças que a rede social fará para restringir a informação a que podem aceder as aplicações, como já tinha adiantado o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

O Facebook já anunciou que pretende lançar medidas para dar mais privacidade aos utilizadores, afirmando que “percebeu claramente” que as ferramentas disponíveis “são difíceis” de encontrar e que “tem de fazer mais” para informar os utilizadores da rede social.

A rede social tem estado no centro de uma vasta polémica internacional com a empresa de consultoria britânica, acusada de ter recuperado dados de milhões de utilizadores, sem o seu consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, favorecendo a campanha de Donald Trump.

Esta quarta-feira, Mark Zuckerberg deu uma conferência de imprensa por telefone para vários órgãos de comunicação internacionais, nos quais se inclui o Expresso, e explicou que “esta é uma batalha sem fim” porque “nunca será possível resolver totalmente as questões de segurança”,

O fundador do Facebook considera que “nenhuma medida será perfeita”. “Gostava de estalar os dedos e em três meses, ou seis, ter resolvido todas estas questões”, disse. “Mas tendo em conta a complexidade do Facebook e das interações entre as pessoas, este será um esforço de vários anos”, acrescentou.

De acordo com o semanário, a tecnológica já tem 15 mil pessoas a trabalhar na segurança da rede social e quer aumentar o número para 20 mil até ao final deste ano.

Para Zuckerberg, “não houve um impacto significativo” no negócio, apesar de vários anunciantes terem afirmado que vão retirar os seus anúncios e da onda #DeleteFacebook. “Mas, atenção, isto não é bom. As pessoas sentem que isto foi uma quebra de confiança e nós temos muito trabalho para a reparar”.

ZAP // Lusa

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