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Estado de emergência vai manter-se até março. Marcelo admite confinar mais o país

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Estela Silva / Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve este domingo no Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde admitiu confinar mais o país devido à pressão nos hospitais.

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Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República e recandidato ao cargo, anunciou que o estado de emergência vai estender-se até ao fim deste seu mandato presidencial, que termina em 9 de março, com três renovações.

“A próxima renovação do estado de emergência será, em princípio, no dia 29 deste mês, e depois haverá várias renovações mesmo até ao fim do atual mandato presidencial, haverá três”, afirmou Marcelo.

O estado de emergência está novamente em vigor em Portugal desde 06 de novembro e na quarta-feira passada foi prolongado pelo Presidente da República até 30 de janeiro.

Se for prorrogado por mais quinze dias, o período máximo por que este quadro legal pode ser decretado, sem prejuízo de eventuais renovações, o próximo diploma do estado de emergência abrangerá o período entre 31 de janeiro e 14 de fevereiro, e os seguintes irão vigorar de 15 de fevereiro até 01 de março, e de 2 a 16 de março.

Marcelo admitiu ainda que, se as pessoas não levarem mais a sério o confinamento para evitar a rutura do sistema de saúde, os políticos vão ter que confinar mais o país. “Se for necessário ir mais longe, eu acho que se deve ir mais longe”, disse.

“A situação é muito crítica para os políticos e para os portugueses em geral e os políticos têm que analisar as medidas dia a dia, para ver se é preciso restringir mais”, afirmou o Presidente.

Questionado com a eventual necessidade de ter mesmo que se voltar a fechar as escolas, Marcelo limitou-se a dizer: “Não posso nem devo dizer mais”.

Marcelo também “puxou as orelhas” aos portugueses que “em vez de fazerem compras em pacote vão todos os dias ao supermercado, que passeiam o cão três vezes ao dia ou que fazem vários passeios higiénicos e sem máscara“. “Ou a sociedade percebe ou os políticos percebem mesmo que têm que ir mais longe”.

Os dados da mobilidade medidos pela consultora PSE mostram que, no primeiro dia de confinamento obrigatório, sexta-feira, apenas 39,5% das pessoas ficaram em casa contra 61% no primeiro dia de confinamento em março.

O primeiro-ministro, António Costa, convocou para esta segunda-feira um Conselho de Ministros extraordinário para fazer o ponto de situação do cumprimento das medidas do novo confinamento.

No domingo, Portugal registou o quinto dia consecutivo com mais de 10 mil novas infeções, e contabilizava mais de 134 mil casos ativos, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS). O número de hospitalizações também aumentou e atingiu 4.889 doentes no domingo, com 647 em unidades de cuidados intensivos.

  Maria Campos, ZAP //

 

10 Comments

  1. Usam o estado de emergência, como papel para limpar o cú.. Banalizou-se uma medida restritiva de direitos liberdades e garantias. A questão é saber até quando ficamos em prisão domiciliária!!!!

    • Qual “prisão domiciliária”? Estamos no recreio mais ridículo da História da Humanidade, visto que o objetivo dos nossos governantes (” “) miseráveis e corruptos é manter aberto aquilo que deveria estar fechado, e penalizar mais uns setores, dando regalias a outros, que não são tão relevantes.
      🙂 😉

  2. Não entendo… para quê o estado de emergência? É completamente inútil, porque o povo anda todo maluco, e o governo acha que está a desenvolver um bom trabalho.

    • O governo faz aquilo em que pensa quando acorda aos fins-de-semana, a pensar no que vai comer, para ter energia para refletir sobre aquilo que fará nos outros dias.

  3. Admitir não serve, serve apenas confinar e tomar as medidas que já deveriam ter sido tomadas mas por teimosia absurda e sem qualquer justificação ainda não foram tomadas!
    Como é possível dizerem que as escolas são espaços seguros?
    Tenham vergonha pelo que estão a fazer ao povo português!

  4. É altura deste governo tomar a medida central no combate à pandemia: DEMITAM-SE!
    É uma vergonha! Um total descontrolo da situação pandémica que nos coloca no pior país do mundo em mortos e novos casos por milhão de habitantes. Tenham vergonha e assumam que são uns totais incompetentes. Quanto ao fecho das escolas, só tenho a dizer que já deveriam estar fechadas há muito.

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