Espanha regressa aos 900 casos diários. Madrid obriga uso de máscara e rastreia infetados pelo BI

Sebastião Moreira / Lusa

Os contágios diários de covid-19 em Espanha não baixam dos 900 há semanas. O Governo de Madrid vai ordenar o encerramento das esplanadas às 1h30 e ordenar às autoridades a consulta de documentos de identificação aos clientes dos estabelecimentos para “facilitar o rastreio” de casos positivos.

A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, anunciou esta terça-feira a “Estratégia de Continuidade”, uma série de medidas contra a propagação de covid-19 no sentido de se evitarem novos surtos da doença.

Entre as medidas anunciadas, Ayuso assinalou o uso obrigatório de máscaras de proteção sanitária para maiores de seis anos de idade, a partir de quinta-feira, em todos os espaços públicos assim como a manutenção da distância de segurança entre pessoas.

Nas reuniões no exterior ou em espaços fechados, o número máximo de pessoas não pode ultrapassar as dez e recomenda-se que o mesmo número limite seja respeitado mesmo que se trate de encontros nos domicílios.

De acordo com as normais divulgadas esta terça-feira vai ser obrigatório que os clientes deixem ficar nos estabelecimentos que frequentarem os dados de identificação para que eventualmente “possam ser rastreados rapidamente” casos positivos de covid-19.

Esta terça-feira, a Alemanha desaconselhou viagens ou deslocações turísticas às regiões espanholas de Aragão, Navarra e Catalunha por se verificarem novos surtos da doença.

Hotéis querem pagar testes aos turistas

De acordo com a agência Reuters, a Confederação Espanhola de Hotéis e Alojamentos Turísticos (CEHAT) ofereceu-se para pagar testes de despiste à covid-19 aos turistas estrangeiros, com o intuito de relançar o turismo.

O anúncio foi feito na segunda-feira, depois de o Governo britânico ter excluído Espanha da lista de países considerados seguros para viajar. Tal como acontece com Portugal, os britânicos que viajem para Espanha terão de cumprir uma quarentena de 14 dias no regresso a Inglaterra.

A associação considera a decisão “injusta”, “irracional e sem rigor”, mas acredita que a realização de testes aos visitantes será a melhor forma de garantir a segurança dos turistas, residentes e funcionários. “Estamos preparados para arcar com esse custo”, disse Jorge Marichal, presidente da CEHAT.

No ano passado, os britânicos representaram um quinto do fluxo de turistas estrangeiros em Espanha.

O número de casos disparou em julho, aumentando o receio de uma segunda vaga da pandemia. Para José Miguel Carrasco, da Sociedade Espanhola de Epidemiologia, citado pela TSF, é muito cedo para falar disso.

“É difícil saber se estamos numa segunda vaga, sobretudo porque a evolução da pandemia varia muito de comunidade para comunidade”, explicou José Miguel Carrasco. “Agora a situação está muito mais controlada do que março. Identificam-se bem os novos casos, isolam-se os contactos de tal forma que não existe transmissão comunitária excepto em algumas comunidades autónomas, como Cataluña e Aragão”.

Espanha contabilizou mais de 280 mil casos de infeção por covid-19, sendo que já morreram mais de 28 mil pessoas no país.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Pelo que vemos afinal quem tem de fechar é Portugal em relação a Espanha. Ainda bem que todos estão a colocar Portugal como “perigo” assim estamos mais salvaguardados.

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