Equipa alemã começa a tratar primeiros doentes esta segunda-feira. Portugal descarta ajuda da Galiza

Giuseppe Lami / EPA

Com 26 profissionais, a equipa alemã começa a tratar os primeiros pacientes esta segunda-feira. O Ministério da Saúde descartou a ajuda galega para receber doentes, garantindo que as unidades da região norte estão a dar resposta às necessidades.

A equipa médica militar alemã que veio ajudar Portugal no combate à pandemia de covid-19 começa a tratar os primeiros pacientes esta segunda-feira, disse à Lusa o porta-voz da missão.

Constituída por 26 profissionais de saúde, entre os quais seis médicos, que trouxeram também 40 ventiladores móveis e 10 estacionários, 150 bombas de infusão e outras tantas camas hospitalares, a equipa de militares germânicos chegou a Portugal na quarta-feira, 3 de fevereiro, e ficou instalada no Hospital da Luz, em Lisboa.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da missão, tenente-coronel Kieron Kleinert, explicou que a equipa terá capacidade para “tratar oito pacientes ao mesmo tempo, 24 horas por dia, sete dias por semana”, sublinhando que “apenas vai tratar doentes” com covid-19.

O oficial disse ainda que, nos últimos dias, os profissionais de saúde alemães estiveram a “familiarizar-se e a aprender” os procedimentos, os protocolos e as diretrizes utilizados em Portugal, que têm diferenças face ao que é praticado na Alemanha, de forma “a evitar qualquer erro que possa vir a ser fatal”.

Kieron Kleinert referiu que a equipa “foi muito bem recebida e que tem tido todo o apoio e material necessários”, o que deixa estes profissionais “sensibilizados” e agradecidos pela forma como foram recebidos e estão a ser tratados pelas autoridades portuguesas.

O porta-voz da missão partilhou ainda que ficou impressionado com Lisboa nesta fase, que parece uma “cidade fantasma, com as ruas praticamente vazias, sem pessoas”.

Esta equipa de profissionais de saúde alemães vai permanecer no país por um período de três semanas, estando prevista a sua substituição a cada 21 dias, até ao final de março, caso seja necessário.

Para o tenente-coronel Kieron Kleinert, a eventual substituição desta equipa “vai depender do evoluir da situação pandémica”, mas também de uma decisão política. Este oficial deu conta ainda de que está agendada para a tarde de segunda-feira, pelas 15h00, uma conferência de imprensa, no Hospital da Luz.

Portugal descarta ajuda da Galiza

Portugal rejeitou a disponibilidade da Galiza para receber doentes com covid-19, dado que as unidades da região Norte estão a conseguir dar resposta às necessidades, disse este domingo à Lusa o Ministério da Saúde.

“O Ministério da Saúde agradece a disponibilidade manifestada pelo Conselheiro de Saúde da Galiza no sentido de ajudar Portugal e particularmente a região Norte, mas neste momento as unidades da região estão a conseguir dar resposta às necessidades”, justifica o ministério, em resposta enviada à Lusa.

Segundo o ministério liderado por Marta Temido, “a situação da região Norte encontra-se estabilizada e com capacidade de resposta previsível para os próximos dias, tanto em doentes de enfermaria como em UCI [Unidade de Cuidados Intensivos]”.

“Durante a última semana verificou-se mesmo uma ligeira diminuição de doentes em enfermaria, o que possibilitou receber doutras regiões, nomeadamente de LVT [Lisboa e Vale do Tejo], 73 doentes”, pode ler-se na resposta.

O Ministério da Saúde assegura que “acompanha em permanência o evoluir da situação epidemiológica e usará, caso se venha a revelar necessário, todos os meios disponíveis para o melhor tratamento de doentes”.

Na sexta-feira, o Governo regional da Galiza disse esperar que Portugal respondesse durante este fim de semana sobre a oferta que a região tinha feito para receber doentes com covid-19 nos hospitais desta comunidade autónoma espanhola.

O presidente da Junta (Governo) da Galiza (na fronteira norte com Portugal), Alberto Núnez Feijóo, confirmou nesse dia que já tinha oferecido a Portugal a possibilidade de receber pacientes na rede de hospitais da região, mais precisamente no hospital Álvaro Cunqueiro, de Vigo.

O presidente da região da Galiza revelou também que já havia falado há alguns dias com o embaixador de Portugal em Madrid, João Mira Gomes, e que as autoridades de saúde portuguesas estavam em contacto com as desta comunidade autónoma.

Lisboa “sabe perfeitamente bem que a Galiza é um território que tem estado especialmente unido a Portugal desde há séculos“, afirmou Feijóo.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Ajuda da Alemanha? Sim, claro, tragam meia dúzia de médicos, para tratar 8 pacientes , para fazer correr tinta nos jornais e parecer que a União Europeia até é uma coisa boa.
    Ajuda da Galiza? Não precisamos. Desde que o Afonso Henriques se zangou com a sua mãe Teresa, nunca mais precisámos da Galiza para nada.
    E depois grita-se PS, PS, PS, PS, com o punho esquerdo fechado no ar, não é?

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