Empresa convida portugueses a reflorestarem área ardida com “árvores dos afetos”

António Cotrim / Lusa

Rescaldo do incêndio em Valongo, Pedrogao Grande

Rescaldo do incêndio em Valongo, Pedrogao Grande

O reflorestamento da mancha florestal da aldeia de xisto do Mosteiro, em Pedrógão Grande, arranca no sábado por iniciativa de uma empresa local de turismo, que convida os portugueses a apadrinharem a plantação de “árvores dos afetos”.

“A iniciativa é destinada a grupos, empresas e outras instituições que queiram contribuir para o reflorestamento de uma área que foi muito atingida pelos incêndios de junho. Esperemos que criem laços afetivos com esta terra e que regressem sempre”, explicou o promotor do evento, Luís Dias, responsável pelo complexo turístico do Mosteiro, que integra bungalows e um restaurante junto a uma praia fluvial.

Quem quiser participar na iniciativa poderá plantar uma árvore de espécies autóctones num terreno de 3 500 metros quadrados à entrada da aldeia, numa zona que foi devastada pelas chamas.

A lista de árvores permitidas exclui os eucaliptos, sendo constituída por carvalhos, sobreiros, medronheiros, nogueiras, castanheiros, cerejeiras, pessegueiros, oliveiras e ameixieiras.

“Vamos plantar as árvores de fruta junto às casas, reservando carvalhos, sobreiros e medronheiros para o interior da mancha florestal”, explica Luís Dias.

(dr) Foge Comigo / ADXTUR

Xisto do Mosteiro, uma aldeia fluvial em Pedrógão Grande

Xisto do Mosteiro, uma aldeia fluvial em Pedrógão Grande

A iniciativa não terá custos para os “padrinhos”, que terão apenas de trazer a árvore para plantar, ficando “obrigados” a visitá-la duas vezes por ano. Os promotores da iniciativa assumem a responsabilidade da manutenção e tratamento das árvores.

“Não podemos ficar à espera que as autoridades públicas resolvam tudo. Esta é a nossa maneira de contribuirmos para a reflorestação desta região, ao mesmo tempo que criamos laços com quem nos visita”, justifica Luís Dias.

As primeira “árvores dos afetos” serão plantadas no sábado, por iniciativa de um grupo de amigos de Cantanhede e de uma associação cívica florestal.

// Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. Qual empresa? Como participar? Tem de ser grupos, ou uma pessoa individualmente tambem pode? Algum email para pedir mais informacoes?

  2. Tudo isto é muito bonito mas se não houver um ordenamento da floresta e esta não estiver cuidada, ter bons acessos e se possível bocas de incêndio e vigilância por perto estará condenada ao mesmo destino, temos muita tecnologia perdem-se milhões na destruição e vidas que não têm valor monetário mas não se investe a sério e que ficaria mais barato além de postos de trabalho que tudo isto poderia criar para evitar situações desta que só depois de várias dezenas de anos se não houver outro azar pelo meio poderá voltar a dar lucro.

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