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Eduardo Cunha preso em Brasília

Antônio Cruz / Agência Brasil

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados brasileira

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados brasileira

O ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Eduardo Cunha foi preso no início da tarde desta quarta-feira pela Polícia Federal.

A prisão preventiva do ex-presidente da Câmara e deputado cassado foi determinada esta terça-feira pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato.

A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão preventiva, que ocorreu por volta das 13h (16h em Lisboa), no seu apartamento em Brasília.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Eduardo Cunha, em liberdade, representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que “há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior”.

O ex-deputado do PMDB perdeu o mandato de deputado federal em setembro, depois de ser cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Com isso, Eduardo Cunha perdeu o “foro privilegiado”, o direito de ser processado e julgado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as denúncias, teria recebido cinco milhões de reais (1,4 milhões de euros) de subornos em contas na Suíça, com recursos obtidos a partir de contratos de exploração de petróleo da Petrobras na África. Eduardo Cunha nega as acusações.

A prisão do ex-deputado, apesar de não ser uma grande surpresa, estoirou como uma bomba no meio político, dado que o deputado tinha recentemente comentado que caso fosse preso levaria a metade do congresso junto.

Segundo a revista Época, um dia antes de ser preso pela Polícia Federal, o ex-deputado Eduardo Cunha disse que estava disposto a denunciar todos os “traidores” – é assim que chama ao grupo de políticos que participou de esquemas de corrupção, estava a seu lado e depois o abandonou.

Ciberia

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