Costa critica “finca-pé” de sindicatos sobre tempo de serviço dos professores

Mário Cruz / Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa

António Costa afirmou nesta quinta-feira que o Governo mantém uma “postura construtiva e de diálogo” na negociação sobre a contagem do tempo de serviço dos professores, criticando o “finca-pé” por parte dos sindicatos.

“Da nossa parte mantemo-nos com uma postura construtiva, de diálogo, mas que pressupõe que, da outra parte, exista também abertura e diálogo. O Governo apresentou uma proposta de boa fé, até agora não recebeu nenhuma contraproposta a não ser a reafirmação do finca-pé relativamente a uma posição que, é sabido, não pode ser aceite pelo Governo”, disse o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro falava em declarações à RTP, em Ravenna, em Itália, à margem de um encontro do Partido Democrático italiano, no dia em que o Governo publicou as listas de colocação de professores para o novo ano letivo.

Costa reafirmou ainda que o novo ano letivo “está a ser preparado na sua normalidade” e que se mantém a negociação com os sindicatos sobre o descongelamento do tempo de serviço dos professores.

Fenprof não recua

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) não parece recuar quanto à exigência da contabilização total do tempo de serviço. Na quinta-feira, a estrutura sindical anunciou uma greve e uma manifestação para outubro, reafirmando que não abdica de um único dia do tempo de serviço congelado dos docentes.

Na primeira conferência de imprensa após as férias, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, explicou que a manifestação nacional de professores será em 5 de outubro, com a greve a acontecer em data a acordar com outras estruturas sindicais.

A greve e manifestações, salientou Mário Nogueira, dependerão das respostas do Governo na reunião marcada para 7 de setembro.

Mário Nogueira avisou: “Não estamos disponíveis para manobras dilatórias. Não vamos estar mais um ano em compromissos e textos. Já demos para esse peditório”.

ZAP ZAP // Lusa

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14 COMENTÁRIOS

  1. Senhor P. M. é bom que se aguente e não ceda às exigências absurdas dos professores… Eles não são mais que os outros que lhes pagam os ordenados. Se fizer o que eles querem vai perder mais votos que os correspondentes a todos os professores.

    • Ó Zé povinho, escolheste bem o pseudónimo. Se calhar também te cortaram nove anos e tal à tua idade. É por isso que ainda não sabes o que dizes. E se não fores capaz de recuperar a idade que pensas que realmente tens, nunca chegarás a saber.

    • Estou totalmente de acordo, esta classe só pensa neles, era bom pensasse também na maioria dos portugueses que trabalham, particuarmente nos privados que não têm progressão nas carreiras, nem poder revindicativo, nem segurança no emprego, etc ….

      • Ricardo, muitas vezes falamos sem saber o que dizemos.
        «nos privados que não têm progressão nas carreiras» diz o Ricardo. Mas eu tive. Então como é?
        Acho que quem não tem progressão nas carreiras são os professores do Ensino não Superior, que durante todo o seu tempo de trabalho fazem sempre a mesma coisa. Não há professores de 1ª, de 2ª ou de 3ª, a desempenhar cargos inerentes a cada uma dessas categorias. Há professores.
        Isso não acontece com os restantes funcionários públicos nem com os privados, que podem ascender a outros lugares ou cargos, se estiverem preparados para tal e se candidatarem a esses patamares das suas carreiras.

        Quanto a ser «bom que (essa classe) pensasse também na maioria dos portugueses que trabalham», os professores pensam, e mais do que o Ricardo possa imaginar. Pensam nem que não queiram, porque eles lidam todos os dias com uma população jovem que reflecte nitidamente as dificuldades com que se debatem os agregados familiares de que fazem parte. E quantas vezes são os próprios professores a matarem a fome a um ou outro aluno…
        Quem está de fora desconhece a acção dos professores, às vezes verdadeiramente missionária. Mas atreve-se a falar contra eles e a discordar das suas reivindicações, dos seus legítimos direitos.
        O direto ao tempo de serviço que desempenharam é equivalente ao direito de qualquer cidadão poder confirmar a idade que tem.

  2. Ainda bem que gosta do AC, eu pessoalmente não gosto de nenhum político. Agora pergunto-lhe: se lhe dissessem que quase uma década do seu trabalho foi para esquecer, que não contou para nada, certamente continuaria a concordar com o AC! A questão não é a teimosia dos sindicatos, é a realidade e um direito que assiste os professores. O próprio Jerónimo de Sousa admitiu que estava contemplado no OE. Mais, os professores não exigem que seja tudo pago de uma assentada, mas o governo consegue manipular bem a CS e fazer crer que os professores são uns preguiçosos que não servem para nada… Mas tudo bem, é o país que temos!

  3. Tristeza de comentário… Ainda bem que está a par da realidade. Continue a ser um pau-mandado dos políticos. Não é vossa excelência que paga os ordenados dos professores. Os funcionários públicos é que pagam muitas pensões e RSI, para além de serem cobaias das políticas orçamentais, ano sim, ano sim… O que preocupa mais é ver que há muita gente que denigre os professores porque não sabem pensar pela sua cabeça nem são capazes de se colocar no lugar dos outros e perceber as injustiças recorrentes. Enfim, há gente educada mas sem instrução, e outros sem educação mas com cursos superiores. Não digo que não haja mais professores, existem em todos os setores, mas não generalizem,sff. Agora, mostre-me um político que defende e algo que não seja somente o seu bolso!

  4. As questões, não só da área da Educação, mas em todos os domínios da vida pública e não só, não são de fácil resolução. Mas a culpa tem de ser imputada a todos os governos, a partir do Primeiro Governo Constitucional até ao actual. Por isso a eles cabe encontrar soluções, mas soluções que não penalizem quem não tem culpa.

  5. E os desempregados que ficaram para sempre e as pequenas empresas que fecharam ,famílias que emigraram .Sem retorno .A troika é para a povona .Politicos e funcionários públicos é uma elite de esquerda e mantém o palavra dada é honrada .Estajam descansados para vós ele vai honrar.Ele não é como outro convosco ele ganha eleições .

    • Caro Francisco, quando não sabemos o que dizemos é melhor ficarmos calados, a ver e a ouvir, sobretudo a saber ouvir. Pode ser que dessa maneira a gente aprenda alguma coisa.
      Claro que a «troika foi e é para a povona». «Povona» de que os professores fazem parte. Ou para si não fazem?
      Depois, meter políticos e funcionários públicos no mesmo saco é, nitidamente, não saber o que diz, tal como considerar os mesmos funcionários uma «elite de esquerda».
      E os desempregados e as empresas que fecharam, que têm que ver com o assunto em questão? Deitar mão desses azares é fugir, propositadamente ou por incapacidade ao debate.
      Sejamos honestos nas nossas insinuações ou afirmações.
      Boa fim de semana.

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