Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos no Mar do Japão

(h) KCNA / YONHAP

Lançamento de um míssil balístico ICBM da Coreia do Norte a partir de um submarino, em 2017

A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos não identificados no Mar do Japão, informou o Chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS).

A Coreia do Norte disparou esta quarta-feira dois mísseis balísticos não identificados no Mar do Japão (que as duas Coreias designam por Mar Oriental), informou o Chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS).

“A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos não identificados para o Mar Oriental a partir da região central do país, depois do meio-dia de 15 de setembro”, disse o JCS, em comunicado, citado pela agência EFE.



A última vez que o regime de Pyongyang disparou um míssil balístico foi no final de março, quando testou o que parecia ser uma versão do seu projétil KN-23, capaz de realizar trajetórias muito difíceis de intercetar.

O lançamento de hoje também foi detetado pela Guarda Costeira japonesa, que indicou que os mísseis aterraram fora da zona económica exclusiva do Japão (ZEE). A Guarda Costeira japonesa notificou o lançamento por volta das 13:38 (05:38 em Lisboa), informou o Ministério da Defesa, de acordo com a emissora pública japonesa NHK.

Segundo a mesma fonte, nenhum navio ou avião comunicou danos devido aos lançamentos norte-coreanos.

De acordo com a Associated Press, o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, disse que os mísseis aterraram fora da ZEE japonesa, nas águas entre o noroeste do Japão e a Península Coreana.

“Os disparos ameaçam a paz e a segurança do Japão e da região e são absolutamente escandalosos”, disse Suga. “O Governo do Japão está determinado em intensificar a vigilância para estar preparado para qualquer contingência”, acrescentou.

O lançamento surge depois de o regime da Coreia do Norte ter afirmado que testou um novo tipo de míssil de cruzeiro de longo alcance, durante o fim de semana.

A escalada no armamento ocorre numa altura em que o diálogo sobre a desnuclearização continua bloqueado, após o fracasso da cimeira de Hanói, em 2019, durante a qual os EUA consideraram que a proposta de desarmamento da Coreia do Norte era insuficiente e se recusaram a levantar as sanções ao país.

O Governo norte-americano insistiu nos últimos meses em encontrar-se com dirigentes da Coreia do Norte, sem condições prévias, para tentar reavivar as conversações, mas até agora não obteve resposta de Pyongyang.

Várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de prosseguir os seis programas de armamento nuclear e de mísseis balísticos.

Apesar de atingido por múltiplas sanções internacionais, o país reforçou nos últimos anos as capacidades militares, sob a liderança de Kim Jong-un. A Coreia do Norte procedeu a diversos ensaios nucleares e testou com sucesso mísseis balísticos, capazes de atingirem os Estados Unidos.

// Lusa

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