Confrontos em Londres entre polícia e opositores das restrições devido à pandemia

Neil Hall / EPA

Protesto anti-restrições covid-19 do movimento ‘Resist & Act For Freedom Rally em Trafalgar Square, Londres

A polícia de Londres, Inglaterra, entrou hoje em confronto com manifestantes que protestavam contra as restrições que visam conter a disseminação do novo coronavírus.

De acordo com a agência Associated Press (AP), os confrontos ocorreram quando a polícia tentava dispersar centenas de manifestantes reunidos em Trafalgar Square, no centro de Londres.

Alguns dos participantes no protesto formaram bloqueios para impedir a polícia de consumar a prisão de manifestantes e o trânsito foi interrompido naquela zona, localizada a menos de um quilómetro da residência oficial do primeiro-ministro Boris Johnson.

Segundo a AP, o comício “Resistir e Agir pela Liberdade” incluiu dezenas de pessoas segurando faixas e cartazes, como um onde se podia ler “Isto agora é tirania” e indicava “Liberdade”. A polícia afirmou que na manifestação existiram “bolsas de hostilidade” e “surtos de violência contra os agentes” policiais.

Em comunicado, a polícia inglesa frisou que os manifestantes estavam a colocar-se “a si mesmos e a outros em risco” e pediu aos participantes no comício de Londres que dispersassem imediatamente ou corriam o risco de ser presos.

O governo conservador da Grã-Bretanha impôs esta semana uma proibição de todas as reuniões sociais com mais de seis pessoas numa tentativa de lidar com um aumento acentuado nos casos de covid-19 no país, mas as autoridades estão a considerar aplicar restrições ainda mais rígidas, acrescenta a AP.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, disse na sexta-feira que a Grã-Bretanha “agora está a assistir a uma segunda onda” do novo coronavírus, depois de ver o mesmo em França, Espanha e em toda a Europa.

A Grã-Bretanha tem o pior número de mortes na Europa na pandemia, com 41.821 mortes confirmadas relacionadas com o vírus, mas especialistas dizem que todos os números subestimam o verdadeiro impacto da pandemia.

Reino Unido com 4.422 novos casos e 27 mortes

Com mais de 4.400 novos casos registados nas últimas 24 horas, o Reino Unido conta agora 390.358 infeções pelo novo coronavírus e sobe para 41.759 mortes, na data em que 27 pessoas morreram dentro de um espaço de 28 dias depois de terem testado positivo para a covid-19.

De acordo com os dados avançados na sexta-feira, a direção geral de Saúde de Inglaterra estima que o índice de transmissibilidade efetivo (Rt) se encontre entre 1,1 e 1,4, acima do nível máximo de 1 considerado seguro.

Isto levou ao anúncio de restrições mais apertadas para as regiões de Lancashire, Merseyside e West Yorkshire, no norte de Inglaterra, e partes do centro do país devido ao aumento significativo de casos.

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, admitiu, na sexta-feira, que o Governo conservador não descarta decretar um segundo confinamento nacional para conter a pandemia covid-19, embora considere esta opção um “último recurso”.

Não quero que isso aconteça“, e para evitá-lo é importante que “as pessoas se unam e reconheçam que estamos diante de um desafio sério”, afirmou à BBC.

A estação pública noticiou, na sexta-feira, que o Executivo britânico está a avaliar a imposição de novas restrições em toda a Inglaterra na próxima semana, que incluiriam o encerramento de bares e restaurantes, mas mantendo escolas e locais de trabalho continuem abertos, devido ao aumento exponencial de infecções nos últimos dias.

Segundo a BBC, o diretor geral de saúde e o principal assessor científico do governo alertaram, numa reunião na quarta-feira, para o risco de um agravamento da situação epidémica e um número significativo de mortes até o final de outubro se não forem feitas mais intervenções.

O jornal Financial Times adianta que uma hipótese sugerida por cientistas que aconselham o governo é decretar um confinamento mais curto para coincidir com as férias escolares intercalares da última semana de outubro, limitando assim o impacto no ensino.

ZAP // Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. Temos que concordar que continuam a forjar toda esta história do Covid.Um vírus que apenas infecta uma minoria de pessoas não pode ser chamado de pandemia. Os infectados na sua maioria não morreram e trataram-se como qualquer outra gripe. Infelizmente apenas uma minoria com problemas de saúde associados morreu. Por outro lado obrigam as pessoas a andarem de máscara quando na verdade os médicos dizem que a máscara não protege de vírus apenas de bactérias. O importante é a distância social e a higiéne de mãos. Por esta razão os médicos apesar de usarem sempre máscara e luvas são contaminados constantemente pelos mais variados vírus. Portanto o fundamental é a distância social e a higiéne de mãos. Obrigar ao uso da máscara acaba por gerar revolta obviamente. O Covid mais parece uma gripe com aspirações comerciais a pandemia.

  2. Caso ainda houvesse dúvidas, está aqui mais uma prova de que os homens das cavernas continuam vivos e já não se deslocam com os nós dos dedos no chão.

  3. Que direito tem indivíduos como estes de infectarem outros ???……. e eventualmente agravar a Saúde dos mais fracos causando a morte ????…para gente desta, que não passam de Sociopatas, só uma solução, condenação severa !

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