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Catarina Martins reage ao “ultimato” de Costa. “Não resolve nada e não mobiliza ninguém”

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Mário Cruz / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

Recorrendo ao Twitter, a coordenadora do BE reagiu às declarações do primeiro-ministro, que disse, em entrevista ao Expresso, que haverá uma crise política caso não exista acordo para aprovar o Orçamento do Estado para 2020 e, que sem entendimento à esquerda, recusará negociar à direita a subsistência do Governo.

No entender da coordenadora bloquista, as declarações de António Costa ao semanário Expresso são um “ultimato” que nada resolve.

Não resolve nada e não mobiliza ninguém. Precisamos, isso sim, de respostas fortes à crise sanitária, social e económica. Desde logo, no OE2021. O Bloco concentra-se nas soluções para o país”, escreveu Catarina Martins no Twitter.

As afirmações de António Costa parecem não ter surtido efeito junto do Bloco de Esquerda.

Na entrevista ao Expresso, este sábado publicada, o primeiro-ministro avisa que se não houver acordo para a aprovação do OE para 2021 haverá crise política e que, sem entendimento à esquerda, recusará negociar à direita a subsistência do Governo.

“Se não houver acordo, é simples: não há Orçamento e há uma crise política. Aí estaremos a discutir qual é a data em que o Presidente [da República] terá de fazer o inevitável”, respondeu o líder do Executivo.

Num recado sobretudo dirigido aos parceiros de esquerda do PS no parlamento, António Costa considera que “quem não quer assumir responsabilidades deve dedicar-se a outra atividade”, porque a atividade política requer “assunção de responsabilidades”.

“Os outros partidos não querem ter responsabilidades pelo desemprego de janeiro de 2022? Quem foge das responsabilidades relativamente aos problemas foge da responsabilidade de definir as soluções. Se queremos que haja menos desemprego em 2022, temos de atempadamente definir as políticas“, defendeu.

  ZAP //

2 Comments

  1. Julga que governa com ameaças. Coitado, deve andar cansado para voltar à parvoíce do “ultimato”.
    No no final de 2019, com o IVA da electricidade, o ultimato pegou, mas agora com a crise que se aproxima vai fazer a mesma coisa que o Sócrates, vai tentar sair de mansinho.

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