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Dia da Independência. Bolsonaro celebra sem máscara num carro cheio de crianças

Joédson Alves / EPA

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, celebrou esta segunda-feira o Dia da Independência, tendo sido transportado num carro cheio de crianças. Bolsonaro não usou máscara.

O habitual desfile da Independência, que reúne representantes das forças armadas, polícias, bombeiros e orquestras, não se realizou pela primeira vez desde 1949. No entanto, os festejos no Palácio da Alvorada atraíram centenas de apoiantes do presidente, de acordo com o Observador.

Bolsonaro chegou ao Palácio sem máscara num Rolls-Royce aberto ao lado de pelo menos oito crianças. Apenas duas usavam máscara. As crianças seriam filhos de convidados da celebração.

O Presidente, que esteve infetado com covid-19 no início de julho, cumprimentou os seus apoiantes e muitos deles também não usavam máscara.

De acordo com a Renascença, o ex- presidente do Brasil, Lula da Silva, acusou Bolsonaro de transformar a pandemia da covid-19 numa “arma de destruição em massa” e afirmou que o país está a viver “um dos piores momentos da sua história”.

Num vídeo com cerca de 20 minutos, Lula da Silva disse que teria sido possível evitar tantas mortes e criticou a substituição da direção do Ministério da Saúde por militares sem experiência médica ou sanitária.

“Ficámos com um Governo para o qual a vida não tem valor e que trivializa a morte. Um Governo insensível, irresponsável e incompetente que não respeitou as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e está a transformar o coronavírus numa arma de destruição maciça”, disse Lula.

“As eleições de 2018 mergulharam o Brasil num pesadelo que parece não ter fim. O país está a atravessar um dos piores períodos da sua história“, disse Lula. “Como nos filmes de terror, as oligarquias brasileiras deram à luz um monstro que já não podem controlar, mas que continuarão a apoiar enquanto os seus interesses forem servidos”.

O Brasil conta com 126.960 óbitos e 4.147.794 infeções desde o início da pandemia. É o país com mais mortes em todo o mundo. Bolsonaro tem repetidamente minimizado a pandemia, chamando-lhe uma “gripe menor” e apelando à retoma das atividades económicas em vez da imposição de medidas de contenção, que descreveu como “pior do que a doença”.

  ZAP //

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