Apesar de apoiarem a reivindicação, Bloco e PCP não compram guerra dos professores

Estela Silva / Lusa

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

PCP e Bloco de Esquerda já aceitaram deixar de fora das negociações do Orçamento do Estado para 2019 a questão que divide os dois partidos face ao PS e ao Governo: os professores.

Esta segunda-feira, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse ontem o que Jerónimo de Sousa já tinha afirmado há uma semana, em entrevista à RTP: forma como o Orçamento do Estado tem de resolver as exigências salariais dos professores já está prevista do Orçamento atualmente em vigor (OE 2018).

Assim, não será a carreira dos professores a fazer com que o Orçamento do Estado para 2019 não seja aprovado. A chave para a solução deste problema está no Orçamento do Estado corrente, consideram os partidos, atirando para o Governo a responsabilidade pela forma como levou à prática o que estava previsto.

Apesar de não deixaram de criticar o Governo pelas suas escolhas, PCP e Bloco não farão disso uma guerra sua, adianta o Jornal de Negócios.

“A contagem do tempo de serviço dos professores foi decisiva no Orçamento passado. Votámos que em todas as carreiras o tempo de serviço seria contado. Pela nossa parte é uma matéria a que não voltaremos no próximo Orçamento“, disse a líder do Bloco.

Jerónimo de Sousa também considera que o seu partido já fez o que tinha a fazer. “O Orçamento do Estado para 2018 consagrou a reivindicação dos professores”, afirmou, acrescentando que a questão dos professores não seria uma condição necessária para que o PCP aprovasse o Orçamento.

Para o líder dos comunistas, a forma como o tempo passado será considerado é uma matéria que deve ser discutida com os sindicatos. “É neste quadro [negociação entre sindicatos e Governo] que se deveria considerar esta justa reivindicação dos professores”, sustentou.

O Governo ofereceu aos docentes a restituição de apenas dois anos, nove meses e 18 dias de serviço, e anunciou, na sequência do falhanço da reunião negocial da passada sexta-feira, que será publicado em breve um decreto-lei a formalizar esta decisão.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Assunto mal gerido pelo governo.
    Primeiro não deveria ter prometido o que não podia cumprir.
    Segundo, os professores têm todo o direito de ver reconhecido o tempo integral em que trabalharam.
    Já a afectação da progressão nas carreiras pelo tempo, deveria ser reavaliado e ajustado às possibilidades orçamentais. Desconheço porque o governo não faz isso, que está nas suas mãos e é perfeitamente aceitável pelos restantes cidadãos.

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