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EMA diz que benefícios da vacina da Johnson superam riscos

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Joseph Prezioso / AFP

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) salientou hoje que os benefícios relacionados com a vacina contra a covid-19 da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, superam os riscos, após casos de coágulos sanguíneos nos Estados Unidos, mas remeteu uma decisão para a próxima semana.

“Enquanto a sua revisão está em curso, a EMA continua a considerar que os benefícios da vacina na prevenção da covid-19 superam os riscos de efeitos secundários“, declara o regulador europeu em comunicado de imprensa hoje divulgado.

Um dia depois do anúncio de suspensão na administração da vacina de dose única da Janssen, farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, nos Estados Unidos, após relatos de coágulos sanguíneos potencialmente associados à toma do fármaco, a agência europeia recorda que também está a analisar a situação desde sexta-feira, esperando “emitir uma recomendação na próxima semana”.

“Os pareceres científicos da agência fornecem aos Estados-membros da União Europeia a informação de que necessitam para tomar decisões sobre a utilização de vacinas nas suas campanhas nacionais de vacinação”, recorda ainda a EMA.

Na terça-feira, as autoridades de saúde dos Estados Unidos recomendaram “uma pausa” na administração da vacina anti-covid-19 da Janssen, para permitir investigar relatos de coágulos sanguíneos potencialmente associados à toma do fármaco.

O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças e a Food and Drug Administration (entidade reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos) avançaram, numa declaração conjunta, estar a investigar coágulos sanguíneos detetados em seis mulheres nos dias a seguir a terem tomado a vacina desta farmacêutica.

A chegada a Portugal das primeiras 30 mil doses da vacina da Janssen estava prevista para hoje, mas a Johnson & Johnson anunciou que iria atrasar o envio do fármaco para a Europa devido à suspensão preventiva nos Estados Unidos.

A campanha de vacinação da UE tem sido marcada por grandes atrasos na entrega de vacinas por parte da AstraZeneca e pelos efeitos secundários do seu fármaco, dada a confirmada ligação a casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos.

A Comissão Europeia anunciou hoje a aquisição adicional de 50 milhões de doses de vacinas anti-covid da BioNTech/Pfizer, elevando para 250 milhões o total para entrega neste segundo trimestre, após problemas com o fármaco da Janssen.

De recordar que a União Europeia não vai renovar os contratos da vacina contra a covid-19 com empresas como Astrazeneca e Johnson & Johnson no próximo ano.

  ZAP // Lusa

 

1 Comment

  1. E verdade que estas Vacinas (recém nascidas), no estado actual da evolução Pandémica, podem ser uma solução para evitar mal maior com efeitos secundários mais ou menos desconfortáveis. Isso é proprio de qualquer Vacina que conhecemos até a Data. O problema destas Novas vacinas produzidas em Urgência, é as polémicas que se vem a constatar Dia após Dia. Efeitos secundários inconfortáveis, é uma consequência, que diria aceitável. Mas trata-se de casos graves que provocam a morte numa minoria. Certo !…. mas, leva-nos a recear os efeitos “graves” que podem surgir a médio e longo prazo. É evidente que nenhum Laboratório consegue em tão curto tempo, dominar de forma segura e eficaz esta nova estirpe e produzir um Fármaco, isento de efeito grave e mortífero, mesmo para essa minoria que pode falecer após inoculação da Vacina y-x-z ou b. As diversas Vacinas são de uma importância Capital, para resistir ao inúmero tipo de contaminações a nível Mundial, mas que ofereçam a maior segurança é o que todos queremos. Entretanto a regra dos três é a melhor solução em termos de proteção Pessoal e Social ! É o que penso !…Talvez não tenha razão, porque cada um tem as suas razões!…

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