BE quer retirar da fatura elétrica taxa de carbono paga às barragens e eólicas

Mário Cruz / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda anunciou, em Torres Novas, a apresentação de uma proposta para que os portugueses deixem de pagar taxa de carbono na energia produzida pelas barragens e eólicas, a exemplo do que fez Espanha.

Na apresentação dos candidatos do BE aos órgãos autárquicos de Torres Novas (distrito de Santarém), Catarina Martins afirmou que o partido vai entregar segunda-feira na Assembleia da República uma proposta para que os portugueses deixem de pagar emissões de carbono nas fontes de energia que não emitem carbono, o que, disse, contribui para o aumento do preço da energia.

“Em Espanha, que faz parte do mesmo mercado de energia que Portugal, o mercado ibérico da energia, o Governo está a acabar com o pagamento das emissões de carbono nas fontes de energia que não emitem carbono e, portanto, não pagam as licenças de carbono. Parece uma medida justa”, afirmou, questionado por que razão se há de “pagar às barragens e às eólicas o que elas não têm de pagar”.

Para a líder bloquista, a proposta visa não só uma política “socialmente responsável num momento de crise”, de “aflição” de famílias e empresas, mas também evitar que, na recuperação, as empresas portuguesas fiquem “numa situação de concorrência desleal“, porque vão pagar mais do que se paga do outro lado da fronteira, estando no mesmo mercado da energia.

Catarina Martins alertou que o aumento de 3% da fatura da energia no mercado regulado, anunciado pela entidade reguladora do setor, se irá repercutir no mercado liberalizado, “mais dia menos dia”, num momento em que o país “está numa profunda crise” e em que tantas famílias e pequenas empresas “têm tantas dificuldades para pagar as contas”.

Frisando que o BE tem feito “uma grande batalha pela redução do preço da energia”, tanto para acabar com as rendas excessivas como pela descida do IVA, que paga taxa “máxima”, quando é “um bem essencial”, Catarina Martins disse ser “incompreensível” que “não esteja a ser feito nada agora para baixar já a fatura da energia” que, frisou, “está a subir”.

“O Governo anunciou há poucos dias que ia haver uma baixa de preços, mas na verdade não fez nada“, afirmou, sublinhando que, mesmo com a lei que “permite uma ligeira oscilação positiva”, foi anunciado o aumento de 3%.

Segundo a líder bloquista, este aumento acontece porque a conta da luz é paga “ao preço mais alto da última energia que entrou no sistema, que é, por razões ambientais, a que é mais poluente”, mesmo que o consumo resulte de fontes renováveis, que não produzem emissões de carbono.

“Quer dizer que estamos a consumir a energia das barragens, das eólicas, mas estamos a pagar a energia ao preço do gás, que paga emissões de carbono que estão mais caras, e bem, para proteger o ambiente”, disse.

Catarina Martins questionou por que razão se está “a pagar às barragens uma taxa de emissão de carbono que as barragens não produzem e não pagam” e porque é que acontece o mesmo com as eólicas.

“Estamos de facto a gerar um sobreganho extraordinário às produtoras de energia, que nada justifica e que sai das carteiras das famílias e das empresas em Portugal”, declarou.

A coordenadora do BE participou na apresentação, no Largo dos Claras, em Torres Novas, da recandidatura de Helena Pinto, 61 anos, animadora social e atual vereadora bloquista no executivo municipal torrejano, à Câmara Municipal local nas eleições autárquicas deste ano.

Além da equipa que acompanha a ex-deputada, foram ainda apresentados os candidatos à Assembleia Municipal, numa lista encabeçada pelo engenheiro químico Roberto Barata, de 32 anos.

// Lusa

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