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Amesterdão irá fechar as montras de sexo do centro da cidade para “redefinir” o turismo

aforero / Flickr

Montras no Red Light District, o Bairro Vermelho de Amsterdão

As montras de sexo no Red Light District, em Amesterdão, serão fechadas e um novo “centro erótico” será aberto longe do centro da cidade. A proposta partiu de Femke Halsema, presidente da Câmara Municipal da cidade holandesa, e teve o apoio de vários partidos.

As prostitutas do Red Light District serão convidadas a mudar a sua atividade para um local construído fora do centro de Amesterdão, cuja localização ainda está por determinar, com vista à reconfiguração da zona turística.

Os partidos CDA (democratas-cristãos) e a ChristenUnie (União Cristã) há muito que exercem pressão para que se encerrem estes estabelecimentos e, agora, reúnem o apoio do Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD) e do Partido Trabalhista e dos Verdes.

“Trata-se de uma reconfiguração de Amesterdão como cidade turística. Os turistas são bem-vindos para desfrutar da beleza e liberdade da cidade, mas não a qualquer custo”, disse Dennis Boutkan, do Partido Trabalhista Holandês.

Já Diederik Boomsma do CDA comentou com o jornal britânico The Guardian: “Temos que intervir com firmeza.”

Femke Halsema, por sua vez, argumentou que as montras devem ser fechadas, tendo em conta que as mulheres que trabalham neste meio se tornaram numa atração turística, que atrai boatos e abusos.

Inicialmente, quando a ideia foi proposta, um grupo chamado Red Light United afirmou que 90% das 170 mulheres inquiridas queriam continuar a trabalhar nas montras daqueles canais e vielas do famoso bairro De Wallen.

Mudar de local não é uma opção porque, assim, os clientes não saberão onde encontrar. Será que Halsema vai organizar viagens de autocarro para que os turistas vão a Westelijk Havengebied [distrito ao norte do centro da cidade]?”, disse, na altura, um membro do grupo ao jornal Het Parool.

No entanto, a maioria dos vereadores concordou que a realocação era necessária para mudar o tipo de turistas que visitam Amesterdão.

Uma segunda proposta para proibir os turistas de comprar canábis nos cafés da cidade está com dificuldade em ganhar apoio, devido ao receio de que possa levar traficantes a vender o produto nas ruas.

  Sofia Teixeira Santos, ZAP //

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