Mais de 500 funcionários públicos vão ajudar SNS. Camas de cuidados intensivos podem chegar às 1.000

António Pedro Santos / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou, em entrevista ao Público e à Renascença, que mais de 500 funcionários públicos vão integrar as equipas de rastreio do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na entrevista conjunta ao jornal Público e à Renascença, Marta Temido, ministra da Saúde, assumiu atrasos no rastreio epidemiológico e anunciou a ajuda de militares e mais de 500 funcionários públicos para libertar profissionais de saúde dos inquéritos.

A governante garantiu que os funcionários públicos, incluindo professores, já foram contactados, faltando neste momento a formação.

“Neste momento, no Norte, estão a ser formados diariamente cerca de uma dúzia de militares que estão a colaborar numa metodologia específica de primeiro contacto com as pessoas que são casos de infeção”, disse a ministra.

Reconhecendo que a situação atual “é complexa, grave e que exige uma gestão diária de grande esforço pelas unidades de saúde e de grande articulação entre as unidades de saúde”, Marta Temido adiantou que as camas nos Cuidados Intensivos têm sido um foco de preocupação.

Apesar de o número de internados nas Unidades de Cuidados Intensivos aumentar diariamente, a ministra garantiu que a capacidade para doentes infetados com covid-19 pode duplicar e chegar às 1.000 camas. 

“Este número é já com prejuízo à resposta a outras áreas de atividade”, alertou a governante.

“O número de camas de cuidados intensivos de que dispomos no SNS tem alguma capacidade de ajustamento e isso significa que tem sido possível diariamente, semanalmente”, disse Marta Temido.

Segundo a ministra, no final de novembro, vão abrir mais 28 camas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e 11 camas no Hospital Fernando da Fonseca.

Relativamente às medidas de confinamento aplicadas nos próximos dois fins de semana nos concelhos de maior risco, a ministra reconheceu que a informação pode ser confusa.

“Quando pedimos que a partir das 13 horas ou nas vésperas do feriado a partir das 15h ficassem em casa, não foi para elas fazerem tudo o que pretendiam fazer nesse dia no período da manhã, foi para as pessoas evitarem contactos. É difícil passar esta mensagem, é muito difícil e, sobretudo, é muitas vezes muito difícil porque não há agora uma coesão social como existia na primeira onda”, disse.

Na mesma entrevista, a ministra não descartou a possibilidade de haver um confinamento mais severo. “Estamos a aguentar-nos, a procurar quebrar a curva. Dezembro vai ser necessariamente um mês muito difícil e um mês particularmente exigente para todos”, afirmou Marta Temido.

Em relação ao plano de vacinação, Marta Temido referiu que há uma equipa constituída que tem “como missão a entrega de um plano para a vacinação contra a covid-19 em Portugal e que vai reunir”. Esse plano deverá chegar “até meados de dezembro”.

Quanto às vacinas da gripe, a ministra informou que já foram vacinadas cerca de 1,5 milhões pessoas e que há “cerca de 300 mil doses em stock”, sendo que esta semana vão chegar mais 200 mil. “Até ao final da primeira semana de dezembro, o programa estará completo“.

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1 COMENTÁRIO

  1. “Não era para fazer tudo de manhã”?….com todos os estabelecimentos comerciais encerrados da parte da tarde?….bem até ficava mais barato, era pegar e andar…

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