Costa admite segunda onda de covid-19. E dá 4 de maio como limite para normalizar ensino

Julien Warnand / EPA

Esta sexta-feira, em entrevista à Rádio Renascença, o primeiro-ministro disse que não é altura de se “baixar a guarda” e assegurou que a decisão mais difícil é a da reabertura das escolas.

Para vencer esta batalha contra a covid-19, é preciso “reforçar a confiança das pessoas”. Em entrevista à Renascença na manhã desta sexta-feira, o primeiro-ministro mostrou-se impressionado com o facto de o mundo ter atingido um milhão de infetados e pediu a continuação do “enorme esforço coletivo” que se tem vindo a verificar nos últimos dias.

António Costa deixou claro que toda a situação é complicada, mas sublinhou que a decisão que cria “maior ansiedade” é a de saber se há condições reabrir as escolas, uma decisão que só será tomada depois do dia 7 de abril, altura em que o Governo voltará a ouvir a opinião dos especialistas em saúde pública.

Ainda assim, o governante apontou o dia 4 de maio como a data limite para que as escolas voltem à sua atividade normal e para que haja uma época de exames até final de julho.

“A data limite para que o calendário escolar possa ser cumprido, com ensino presencial, designadamente no secundário, é 4 de maio”, revela o primeiro-ministro à Renascença. “Podemos ter época de exames no final de julho e um ciclo de pausa em agosto, com segunda fase em setembro.

O primeiro-ministro reforça que a decisão só será anunciada a 9 de abril e recorda que será baseada na auscultação dos e epidemiologistas, que acontece na terça-feira.

“A data limite para que o calendário escolar possa ser cumprido, com ensino presencial, designadamente no secundário, é 4 de maio. Podemos ter época de exames no final de julho e um ciclo de pausa em agosto, com segunda fase em setembro”, disse António Costa, reforçando, contudo, que a decisão só será anunciada no dia 9 de abril.

Durante a entrevista, o primeiro-ministro lembrou que é preciso impedir que a pandemia cresça de forma exponencial e, para isso, é preciso “não baixar a guarda”, justificando assim a renovação do estado de emergência por mais 15 dias.

“Se há 15 dias podia haver dúvidas, agora é absolutamente imprescindível porque é o mês de maior risco. Este tempo tem de ser percorrido como uma longuíssima maratona”, porque, lembrou, poderá haver uma segunda onda pandémica no inverno, e a vacina só existirá lá para o verão de 2021.

Questionado sobre se o facto de ter anunciado a proibição de circulação fora da zona do concelho de residência durante o período da Páscoa com antecedência não poder levar os cidadãos a sair mais cedo, Costa defendeu que é preciso que as pessoas saibam com antecipação das medidas para se prepararem para as cumprir.

“Não é um castigo. As pessoas não estão em prisão domiciliária. Estão a cumprir um dever”, defendeu o primeiro-ministro.

O chefe do Executivo assume que este é um momento “muito mais difícil” para as pessoas doentes, para as que perderam familiares, para os profissionais de saúde, para as forças de segurança, para as IPSS, do que para si próprio. “Todos estão seguramente pior que eu.” Ainda assim, defendeu que há lições a tirar desta pandemia.

“A reflexão que temos de fazer é que hoje não podemos ter cadeias económicas tão extensas e tão dependentes de um só país que é a China. Essa é a maior lição.”

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Estão a planear ter uma data limite de 4 de maio para normalizar o ensino… Quer dizer, estão a planear possivelmente reabrir escolas na altura em que vamos estar a chegar ao pico da pandemia em Portugal? Isto não faz qualquer sentido…

  2. As lições a tirar disto tudo, a primeira é que todos os países exijam à China uma explicação concreta de qual a verdadeira origem desta pandemia, a segunda é para que todos os membros da União Europeia assumam a responsabilidade de toda esta dependência da China e que de uma vez por todas ponham ponto final na globalização e na forma de negociar com países terceiros para que a Europa volte a fabricar o que necessita e dê trabalho aos seus cidadãos.

  3. A lição a tirar é que deviam ter colocado de quarentena todas as pessoas que entravam em Portugal. Isso já era percetível em Fevereiro dada a informação conhecida do caso Italiano.

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