Polícia encontrou vestígio de ADN de Maëlys na casa dos pais do suspeito

(dr)

Maëlys de Araújo, menina luso-descendente de 9 anos que está desaparecida

As provas contra Nordahl Lelandais, no âmbito da morte de Maëlys de Araújo, são cada vez mais irrefutáveis. Depois dos sinais de sangue na mala do seu carro, as autoridades encontraram um vestígio de ADN da criança luso-francesa num sofá na casa dos seus pais.

A informação é avançada pelos jornais franceses Le Dauphiné Libéré e Le Parisien que notam que o sofá foi apreendido no início de Setembro de 2017, depois de buscas à casa da família de Nordahl Lelandais, onde este residia, em Domessin, na região de Saboia, no sudeste de França.

O móvel continua nas mãos dos investigadores da polícia mas, para já, não é possível saber “se se trata de um vestígio depositado directamente por Maëlys” ou se terá sido levado para o local “por um terceiro, porventura Nordahl Lelandais”, tratando-se então de “ADN de transferência”, refere o Le Parisien.

Em declarações divulgadas pelo Dauphiné Libéré, amãe do suspeito assegura que é “impossível” que Maëlys tenha estado em sua casa. “Não vi nada”, “não consigo imaginar que tenham encontrado um vestígio de Maëlys na minha casa”, refere a mulher.

“Se tivesse havido alguma coisa, ele teria que passar à frente do meu quarto, eu teria ouvido caminhar ou falar, por isso, é impossível“, acrescenta a mãe do homicida.

Mandíbula fracturada

Lelandais vai ser novamente ouvido por um juiz na próxima segunda-feira, 19 de Março, esperando-se que apresente explicações sobre o caso, depois de ter admitido apenas que matou a menina de forma acidental.

No dia da confissão, Lelandais também revelou às autoridades onde escondeu o corpo da criança. E as análises forenses já realizadas aos restos mortais de Maëlys revelaram que tinha a mandíbula fracturada. Todavia, ainda não se sabe se terá sido no âmbito de uma eventual agressão do suspeito ou se terá sido fruto de uma queda.

A fractura pode até ter sido provocada já depois da morte da criança, aquando do abandono do seu corpo no meio da floresta. “O corpo foi encontrado numa ravina, ao lado de rochas salientes”, como lembra o Dauphine Libéré.

Os antropólogos têm ferramentas para precisar se a fractura “teve lugar pouco antes da morte, no momento da morte ou depois da morte”, explica ao Le Parisien o médico e antropólogo legista Philippe Charlier, da Universidade de Versailles.

O médico legista Michel Sapanet acrescenta no mesmo jornal que uma fractura pós-morte deixa fragmentos distintos de um golpe sobre um corpo vivo.

“Sexualidade ambivalente” e “descontrolada”

Entretanto, o perfil de Lelandais assume contornos que o tornam cada vez mais culpado, não apenas na morte de Maëlys, mas também na do cabo Arthur Noyer. Lelandais é igualmente suspeito de ter assassinado este militar homossexual a quem assumiu ter dado boleia na noite do seu desaparecimento, em Abril de 2017.

A polícia descobriu que Lelandais frequentava sites de encontros homossexuais, mas não se assumia como homossexual perante os que o conheciam. O ex-militar teve várias namoradas, com algumas a declararem que era violento.

Além desta “sexualidade ambivalente”, as investigações também apuraram que, nos meses anteriores à morte de Maëlys, Lelandais começou a aceder a sites com imagens de pornografia infantil.

“É provável que a sua sexualidade descontrolada seja a chave do assassinato do cabo Noyer e, depois, da morte de Maëlys”, revela ao Dauphiné Libéré uma fonte da polícia.

Noyer desapareceu na noite de 11 para 12 de Abril de 2017 e Lelandais revelou que o deixou são e salvo, alguns quilómetros depois de lhe ter dado boleia, e que este estaria alcoolizado.

Durante essa noite, a polícia confirmou que o suspeito desligou o seu telemóvel por volta das 03h30 da manhã, só voltando a ligá-lo um pouco antes das 8 da manhã. Um comportamento semelhante ao que teve na noite do desaparecimento de Maëlys, quando o seu telemóvel também esteve desligado durante algumas horas.

A polícia ainda descobriu que, alguns dias depois do desaparecimento de Noyer, pesquisou na Internet por “decomposição de um corpo humano”.

Entretanto, a irmã de Lelandais, Alexandra, confessa ao France-Soir que, até ao dia da descoberta do corpo de Maëlys e da confissão, “não tinha dúvidas da sua inocência”. Agora, diz que a família está destroçada com a situação e que a mãe é quem mais está a sofrer.

Susana Valente SV, ZAP //

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