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Ventura recusa acusações de fascismo e diz que “a Constituição não é uma Bíblia que caiu do céu”

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José Sena Goulão / Lusa

André Ventura diz representar uma direita anti-sistema e realça que “a constituição não é uma Bíblia que nos caiu do céu”, razão pela qual podemos e devemos alterá-la.

O candidato às eleições presidenciais e líder do Chega, André Ventura, foi entrevistado por Manuel Luís Goucha, no programa da tarde da TVI, esta quinta-feira. Confrontado com as acusações de fascismo que circulam nas redes sociais, Ventura disse estranhar a imputação e que “é evidente” que não é fascista.

“É evidente que não sou fascista. Aliás, eu nasci já depois do fascismo”, começou por dizer o candidato presidencial. “Tem uma certa graça, as pessoas dizem que eu sou saudosista e que sou fascista; é um pouco estranho”.

“Só que hoje, infelizmente, criámos um país em que qualquer pessoa que defenda os que não tem voz, que defenda os portugueses normais, comuns, que trabalham, os que tem de pagar impostos, os que não vivem à custa do sistema, é logo apelidado de fascista”, acrescentou.

André Ventura disse ainda que o Chega representa uma direita anti-sistema, recusando as críticas de quem diz que é um partido “que exclui”. Além disso, deu ainda uma achega ao PCP, distanciando-se dos comunistas que “andam ali às voltas”, com medo de se afirmarem contra o sistema.

“Nós nunca escondemos que não gostamos deste sistema, desta Constituição. Mas isso não quer dizer que não gostamos de democracia”, atirou. “Que diabo, a Constituição não é uma Bíblia que nos caiu do céu e que temos de respeitar o resto da vida. Podemos alterá-la, aliás, ela prevê mecanismos de alteração”.

André Ventura foi o primeiro entrevistado dos candidatos presidenciais no programa de Manuel Luís Goucha.

  Daniel Costa, ZAP //

7 Comments

  1. Quem gosta de falar da Biblía e padrecos é o candidato Marcelo Rebelo de Sousa que, quando não tem argumentos para responder ao outro candidato,
    vem logo com a Bíblia e o Papa! Hajam todos os deuses para aturar este que sem argumentos atira que é católico mas,não se importa de viver por conta dos seus concidadãos e de tal sorte, que se candidata pela 2ª vez quando disse em tempos que devia ser proibido um putativo candidato a PR ter mais do que um mandato!!Mais um para o grupo dos farsantes!

    • Pois, e Ventura e amigalhaços querem viver à custa de quem? Certamente, dos tais 15,3 mil milhões que aí vêm a fundo perdido + 15,7 mil milhões com juros baixos + 29,8 mil milhões de fundos comunitários. Já há muita gente, da esquerda à direita, a salivar, e mais uma vez, o povo português vai ficar a ver navios, enquanto outros vão encher os bolsos nas off-shores do costume.

  2. Realmente são assuntos polémicos. Ao comentar sobre religião, esporte, racismo, opção sexual é preciso está bem seguro no que está pronunciando e mesmo assim, sempre terá o contraditório.

  3. Alguém relembre ao 4º pastorinho (que até andou seminário!), que a Bíblia não caiu do céu!…
    Nem Bíblia, nem os milhões que financiam a sua campanha…

    • Nem a Constituição, são ambas produção da mente humana! Numa, acredita-se no dogma que será a Palavra vinda de do Deus, analisada e vertida pelo Homem através da palavra. Na outra ,não consta de dogma algum, é assumidamente obra dos homens das suas ideologias e fins que pretendem dar à sociedade. Portanto, é passível de se mudar sem grande alarido, até que na mesma, há institutos que prevêem a sua alteração. Por essa razão a Constituição Portuguesa faz parte das Constituições consideradas como semi-rígidas. Ao contrário da Norte-americana, por exemplo, que é rígida, e para ser alterada, servem as famosas “emendas” que seguirão sempre os seus princípios de base.

  4. Com certeza que a nossa Constituição não caiu do céu. Caiu da União Soviética! É claro que desde 1976 já teve várias alterações no entanto ainda lá continuam os artigos sobre as cooperativas, a reforma agrária… a regionalização…

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