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Reino Unido. Variante indiana é “preocupante“ e já infetou idosos vacinados

Darren Staples / AFP

Vacinação no Al-Abbas Islamic Center, no Reino Unido

No Reino Unido, já foram encontradas 48 cadeias de transmissão da variante indiana e sabe-se que há transmissão comunitária. A Public Health England classifica esta variante como “preocupante”.

A direção geral de saúde de Inglaterra (PHE na sigla em inglês) anunciou que o número de infeções com a variante B.1.617.2 mais do que duplicou, de 202 para 520 numa semana, pelo que está a causar apreensão às autoridades sanitárias.

Segundo a PHE, “os indícios sugerem que essa variante, detetada pela primeira vez na Índia, é pelo menos tão transmissível quanto B.1.1.7 (a variante de Kent)”. No entanto, diz que as outras características “ainda estão a ser investigadas”.

Existem outras duas variantes também descobertas na Índia (B.1.617 e B.1.617.3) sob monitorização no Reino Unido que também têm vindo a aumentar, mas em valores mais baixos.

Segundo as autoridades, “quase metade dos casos está relacionada com viagens ou contacto com viajantes”, e, embora espalhados por todo o país, a maioria dos casos está concentrada nas áreas do noroeste, nomeadamente Bolton, e Londres. Está a ser implementada uma testagem adicional nestas áreas para conter os surtos.

De acordo com o The Guardian, 15 casos da variante B16172 foram encontrados num lar em Londres, onde os residentes já tinham recebido a segunda dose da vacina Oxford/AstraZeneca na semana anterior ao surto. Quatro pessoas foram hospitalizadas, mas nenhum dos doentes se encontra em estado grave e não há vítimas mortais.

Deepti Gurdasani, epidemiologista clínico da Queen Mary University of London, disse ao jornal que a variante “está a aumentar muito rapidamente” e que esta “pode facilmente tornar-se a dominante em Londres no final de maio ou início de junho”.

A variante foi identificada pela primeira vez em março na Índia, onde uma nova vaga de infeções sobrecarregou o sistema de saúde, com escassez de oxigénio e de camas.

  Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

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