Tsipras extrema posições e chama criminosos ao FMI e à UE

Julien Warnand / EPA

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras

Alexis Tsipras, o primeiro-ministro da Grécia, acusa os credores internacionais de terem um plano para “humilhar o povo grego” e de agirem como verdadeiros “criminosos”. Um discurso desafiante e que vem alimentar os receios da saída dos gregos da Zona Euro.

“A Europa deve decidir se quer uma solução que assegure o futuro da Grécia e da Zona Euro ou se quer humilhar o povo grego”, foi desta forma que Alexis Tsipras se dirigiu a elementos do seu partido, o Syriza, reunidos no Parlamento da Grécia para analisarem a difícil situação económica do país.

“Pedem-nos para adoptar um acordo que não apenas não solucionará o problema, mas abismará a economia do país na recessão”, disse ainda Tsipras que coloca assim nas costas dos seus pares da União Europeia a responsabilidade de resolverem o impasse que prossegue nas negociações.

Com a Grécia no limite da bancarrota, o Governo grego joga com os receios da saída da Zona Euro, circunstância de consequências imprevisíveis e que pode acarretar muitos efeitos negativos para todos os Estados membros.

Os credores internacionais exigem ao Governo grego mais cortes, nomeadamente nas pensões, mas Tsipras e companhia não dão sinais de cedência. O primeiro-ministro grego tem argumentado que 45% dos pensionistas gregos já vivem abaixo do limiar da pobreza, recusando assim quaisquer reduções neste domínio.

Mas os ministros do Eurogrupo vão apresentar ao governo de Tsipras números que comprovam que a Grécia é o Estado-membro que mais gasta em pensões, reporta o jornal El Mundo.

De acordo com este diário, o Estado grego dedica ao pagamento de pensões 16,2% do seu PIB, enquanto em Portugal esse valor é de 13,8% e na Holanda de apenas 6,9%.

Os ministros do Eurogrupo vão acenar com estes dados aos responsáveis gregos, na tentativa de os convencerem a fazerem um esforço para, pelo menos, se situarem nos níveis médios da Europa. Falta saber se isso chegará.

ZAP

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4 COMENTÁRIOS

  1. O bloco de esqª de lá parece aquele menino dono da bola no recreio… Só se joga qdo e com que ele decide. E qdo um mais ousado lhe tira a bola vai logo ao parlamento dizer “eles são criminosos”!
    Afinal a Grécia é o país da União que maior fatia afecta a pensões! Mais de 16% do pib e nós um pouco menos…

  2. Não gosto lá muito de radicais, mas há um mérito que temos que reconhecer aos ditos: Têm que ter os sobreditos ditos no sítio para sustentarem, totalmente isolados, a sua posição.
    É de facto fácil, desde o início, perceber que é inevitável um acordo. O Euro é como um copo de vidro: Se lhe tirarmos um bocado, só ficam cacos. A seriedade do assunto, aconselha a que não seja tema que sirva para ninguém dar ou tirar, qualquer espécie de “lições”. Afirmações como “Portugal não é a Grécia”, podem fácilmente transformar-se em “A Espanha não é Portugal”, e por aí fora …

    • Talvez os “mercados” já tenham percebido que uma economia a 26 não será contaminada por um único membro só porque é “radical” e a coberto do manto “povo grego” que manifestamente aparece preocupado. Não é razoável evocar o berço da democracia qdo se passa ao lado do facto do facto, de entre outros europeus, o povo português, na penúria, lá ter metido dinheiros…

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