Trump está “totalmente errado” sobre surto na Nova Zelândia, diz Jacinda Ardern

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appaloosa / Flickr

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia reagiu, esta segunda-feira, às declarações do Presidente norte-americano sobre o novo surto no país, tendo considerado que está “totalmente errado”.

“Estão a ver o que está a acontecer na Nova Zelândia? Dizem que venceram a covid-19, foi primeira página nos jornais porque queriam mostrar-me alguma coisa. O problema é que agora há um grande surto. É terrível, nós não o queremos”, afirmou Donald Trump numa ação de campanha em Mankato, no Minnesota, citado pelo jornal Público.

Entretanto, Jacinda Ardern, primeira-ministra neozelandesa, reagiu às declarações do Presidente dos Estados Unidos, tendo considerado que está “totalmente errado”.

“Penso que qualquer pessoa que esteja a acompanhar a covid-19 e a sua transmissão a nível global verá muito facilmente que os novos casos num dia na Nova Zelândia não se comparam com as dezenas de milhares nos Estados Unidos, nem com os números da maioria dos países”, considerou a chefe do Executivo.

“Continuamos a ser um dos países com melhor prestação no mundo no que diz respeito à covid-19 e os nossos trabalhadores estão focados em continuar dessa forma”, acrescentou, citada pelo mesmo diário.

Segundo a agência Reuters, a taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes na Nova Zelândia é de 0,44, enquanto a dos Estados Unidos é de 5,21, uma das mais altas do mundo.

Ao fim de 102 dias sem registo de qualquer contágio local, o país está a ser confrontado com um surto de covid-19 na sua maior cidade, Auckland, cuja origem permanece desconhecida. Ardern anunciou, na segunda-feira, o adiamento das eleições gerais para 17 de outubro.

A Nova Zelândia regista um total de 1643 infetados e 22 mortes. Os Estados Unidos, por sua vez, registaram, nas últimas 24 horas, mais 434 mortes e 34.741 novos casos, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. A contagem eleva-se agora para 5.435.908 infeções, além de 170.453 óbitos.

  ZAP //

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