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Índia ultrapassa os 50 mil mortos. Nova Zelândia adia eleições gerais

Jagadeesh Nv / EPA

A Índia ultrapassou, esta segunda-feira, as 50 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus. Na Nova Zelândia, as eleições gerais foram adiadas quatro semanas devido ao ressurgimento de casos no país.

Segundo os dados oficiais do Ministério da Saúde indiano, o país registou mais 900 óbitos nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado a marca das 50 mil mortes por causa da pandemia de covid-19.

O país é o quarto no mundo com o maior número de mortos (50.921), atrás dos Estados Unidos (169.841), Brasil (107.852) e México (56.757).

Desde o início da pandemia, a Índia contabilizou ainda 2.589.682 casos confirmados de covid-19, segundo os dados divulgados, esta segunda-feira, pela Universidade Johns Hopkins.

O México, por sua vez, registou 4448 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um dos valores mais baixos nas últimas semanas, segundo as autoridades de saúde mexicanas, além de 214 mortes. Desde o início da pandemia, o país contabilizou 522.162 casos.

O Brasil registou 620 mortos e 23.101 infetados nas últimas 24 horas, totalizando 107.852 óbitos e 3.340.197 casos confirmados desde o início da pandemia.

Os Estados Unidos registaram, nas últimas 24 horas, mais 528 mortes e 43.321 novos casos de infeção, segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins. De acordo com o balanço mais recente desta instituição, o país regista 169.841 mortos e 5.388.931 infetados.

Eleições gerais na Nova Zelândia adiadas

Na Nova Zelândia, as eleições gerais, que estavam marcadas para 19 de setembro, foram adiadas para 17 de outubro, quatro semanas depois, devido ao ressurgimento de casos no país.

“Esta decisão dá a todos os partidos o tempo necessário para fazer campanha durante as próximas nove semanas e dá, à Comissão Eleitoral, tempo suficiente para assegurar que as eleições se podem realizar”, declarou a primeira-ministra Jacinda Ardern.

A governante estava sob pressão para adiar a data das eleições, já que todos os partidos suspenderam as campanhas eleitorais devido ao regresso da pandemia de covid-19 ao país, registado na semana passada e cuja origem permanece desconhecida.

Na sexta-feira, o Governo neozelandês decidiu prolongar por mais 12 dias o confinamento em Auckland, a maior cidade do país, para combater o ressurgimento da covid-19, ao fim de 102 dias sem registo de qualquer contágio local.

A primeira-ministra reconheceu que há uma grande ansiedade no país com o regresso da covid-19, detetada em quatro pessoas, na terça-feira, em Auckland. No domingo, o número aumentou para 49 casos confirmados.

Jacinta Arden está com uma taxa de popularidade de 60%, nas sondagens, devido ao modo como lidou com a pandemia, o atentado às mesquitas de Christchurch, no ano passado, e a erupção do vulcão da White Island.

O partido trabalhista, da líder do Governo, está em posição de vencer as eleições sozinho, sem precisar de ajuda dos pequenos partidos com os quais fez coligações durante a legislatura que está a terminar.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 766 mil mortos e infetou mais de 21,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência France-Presse.

  ZAP // Lusa

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