Três polícias mortos e seis feridos em tiroteio em Baton Rouge

Três polícias morreram e outros seis ficaram feridos num tiroteio este domingo em Baton Rouge, no estado norte-americano do Louisiana, onde a recente morte de um homem negro provocou uma vaga de indignação, informou a polícia.

Ainda não são conhecidas as circunstâncias exactas do tiroteio, mas as forças de segurança terão intervindo após os primeiros disparos.

“Parece que os agentes responderam a um tiroteio“, explicou Casey Rayborn Hicks, porta-voz do xerife, ao canal de televisão local WAFB9.

Vários outros agentes, da polícia de Baton Rouge e dependentes do xerife, ficaram feridos e foram transportados para o hospital local, precisou o comunicado.

“A situação parece estar sob controlo”, disse a uma televisão local o porta-voz da polícia de Baton Rouge, Don Coppola, citado pela agência de notícias francesa.

A imprensa local relatou a presença de três atiradores activos no centro comercial Hammond Aire, em Baton Roug.

Segundo várias testemunhas, três homens vestidos de negro abriram fogo sobre os agentes policiais que acorreram ao local.

Um dos atiradores morreu e dois outros “poderão estar em fuga”, acrescentou um comunicado do gabinete do xerife local.

Um vídeo feito por telemóvel por uma testemunha captou o momento exacto em que os atiradores abriram fogo sobre a polícia.

O tiroteio acontece depois de vários dias de tensão na cidade devido à morte de um homem negro às mãos da polícia, o que gerou protestos em todo o país, incluindo Dallas, no Texas, onde cinco polícias foram assassinados.

Alton Sterling, de 37 anos, morreu em Baton Rouge, abatido pela polícia depois de uma denúncia que alertava para um homem negro que empunhava uma arma e fazia ameaças enquanto vendia CD de música na rua.

Um dia depois Philando Castile, também negro, foi morto pela polícia em Falcon Heights, no Estado de Minnesota.

As mortes, ambas filmadas, provocaram protestos populares e a denúncia de violência policial contra afro-americanos e outras minorias.

A ONU pediu, na sequência destes acontecimentos, que os Estados Unidos investigassem as mortes de cidadãos negros às mãos da polícia.

Estas mortes levaram a manifestações de milhares de pessoas em cidades como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, para protestar contra a violência policial sobre negros.

Em Dallas, no Texas, cinco polícias foram mortos em serviço por atiradores, quando protegiam os manifestantes, a 7 de Julho, naquele que foi o incidente mais grave deste tipo desde o início do ano.

O suspeito, um homem negro de 25 anos, Micah Johnson, disse à polícia que queria matar polícias brancos para vingar os abusos das autoridades.

Contando com as mortes de hoje, 31 polícias morreram este ano em tiroteios nos EUA, segundo a página electrónica Officer Down Memorial Page, que compila o número de agentes policiais mortos em serviço.

Antes do tiroteio de hoje, a 11 de Julho três pessoas morreram num tiroteio num tribunal de Saint Joseph (Michigan), dois dos quais eram polícias do tribunal e um terceiro o autor dos disparos.

ZAP / Lusa

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