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Testes por saliva usados em eventos-piloto antes de festivais de verão

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Antonia Hayes / Flickr

Os agentes ligados a festivais e concertos e a Direção-Geral de Saúde (DGS) vão realizar várias experiências-piloto para se perceber em que moldes se podem concretizar os festivais de música no verão. Uma das ideias é usar testes à covid feitos a partir da recolha da saliva.

De acordo com a TSF,  os eventos-piloto só deverão avançar após o atual confinamento, prevendo-se que tal ocorra a partir de abril. A ideia prevê que duas salas de espetáculo sirvam como laboratório para os festivais de verão. Em Lisboa, será o Campo Pequeno e, no Porto, o Pavilhão Rosa Mota.

Os participantes têm de fazer um teste rápido à covid-19 até 72 horas antes do evento, repetem o teste à entrada para o recinto e, passados 14 dias, respondem a um questionário e fazem um novo despiste à covid-19. Ainda assim,  uso de máscara deverá ser obrigatório.

Tanto em Lisboa como no Porto deverão ser realizados vários eventos-teste, cada um com condições diferentes. Poderão ser usados os testes à saliva ou por zaragatoa. O objetivo é encontrar a melhor solução para aplicar aos milhares de festivaleiros que este verão desejam ir a um festival.

Ao ECO, Álvaro Covões, diretor-geral da Everything Is New, diz acreditar que em Portugal os festivais de verão devem voltar a partir de “julho ou agosto”.

“A expectativa é a de que os festivais de verão, bem como todas as festividades que acontecem nessa estação, possam retomar a sua atividade já em 2021”, refere.

Isto porque, por essa altura, estará já no horizonte a imunidade de grupo que, como nos relembra o responsável da empresa que organiza eventos como o NOS Alive, deverá ser atingida no mês de agosto, de acordo com as mais recentes informações divulgadas pelo coordenador da task force para o Plano de Vacinação.

O promotor de eventos revela que o que está agora a ser planeado “com o Governo e com a Direção-Geral da Saúde” passa pela “organização de eventos-teste, provavelmente em abril”, que permitam a realização de “ensaios clínicos que se foquem numa eventual introdução do sistema de criação de bolhas“, esclarece Álvaro Covões.

Se tudo correr como planeado, e se o Governo e as autoridades de saúde derem luz verde, o modelo avança no verão.

Ainda não há data para estes eventos-piloto, uma vez que está dependente do calendário que o Governo vier a estabelecer para o desconfinamento.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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