Marta Temido diz que é prematuro falar de pausa na vacina da Janssen

Tiago Petinga / Lusa

Em declarações aos jornalistas, Marta Temido considerou ser ainda cedo para comentar a recomendação hoje emitida pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos para uma pausa na administração da vacina contra a covid-19 da Janssen. A ministra fez ainda uma análise ao estado na pandemia no país.

Questionada pelos jornalistas sobre o facto de os Estados Unidos terem pedido a suspensão da vacina da Johnson and Johnson depois de serem detetados casos de coágulos no sangue em seis mulheres, Temido explicou que a notícia foi recebida durante a reunião e que para já ainda é “prematuro falar“.

No entanto, realça que “os efeitos adversos estão descritos, mas no balanço risco-benefício continuamos a saber que a vacina é a nossa melhor arma para sairmos desta doença”, disse a governante.

Marta Temido reiterou a sua “confiança nas vacinas e naquilo que é o papel das autoridades” para levar a bom porto o combate à pandemia.

De recordar, que as primeiras 30 mil doses da vacina desta farmacêutica chegam a Portugal esta semana, sendo esperado que o país receba, ainda durante o segundo trimestre deste ano, 1,25 milhões de doses, do total de 4,5 milhões de doses que o país deverá ter disponíveis ao longo de 2021.

“Estes dias são decisivos“

Temido disse que a reunião de hoje aconteceu numa “circunstância de estarmos perante uma alteração da tendência de algumas semanas” uma vez que “o risco de transmissão efetivo superior a 1. Estamos com uma incidência que contudo se mantém moderada”, disse.

A governante destacou ainda o facto de haver uma redução da incidência nos maiores de 80 anos, resultado da vacinação e de os peritos terem referido que os casos e risco “em ambiente escolar quer na comunidade escolar é bastante reduzido”.

A ministra não refere se vai haver mudanças na estratégia de desconfinamento a partir de dia 19 de Abril e diz que “estes dias são decisivos para que se consolidem tendências e para que possamos tomar decisões na quinta-feira para o período que vem a seguir a partir de dia 19″. Em cima da mesa está sempre a possibilidade de haver “paragens ou avanços”.

Contudo, admite que “já estivemos numa situação epidemiológica mais favorável”, verdade que, referiu, com “um nível de confinamento superior”. “Vamos procurar continuar a garantir o equilíbrio”, acrescentou.

Quanto à possibilidade de um desconfinamento a duas velocidades, Temido diz que a “avaliação local, regional tem sido sempre feita” e que há um “histórico em relação a essa abordagem” que aconteceu no outono passado.

Por outro lado, Marta Temido garante que irá manter-se a estratégia de vacinação por grupo etário, e que esta tem de ser “combinada com uma quantidade de situações de doenças específicas que têm de ser prevenidas”, daí que a quantidade de vacinas disponíveis para esses casos seja menor.

Temido diz que têm chegado “quantidades cada vez mais significativas” de vacinas, mas infelizmente “não tantas quanto desejaríamos”.

Os especialistas mostraram que é nos grupos mais jovens que a doença tem corrido mais e como tal, Temido refere que as “escolas são a nossa preocupação” e como tal têm sido tomadas medidas para lhes conferir “maiores garantias de segurança”.

Ana Isabel Moura Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

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