Taxistas “vão criar uma grande confusão” com seis mil carros em Lisboa

Mário Cruz / Lusa

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi afirmou este sábado que a concentração de 10 de outubro em Lisboa, para contestar a atividade de plataformas que consideram ilegais, deverá reunir cerca de seis mil carros.

“Isto vai perturbar a vida das pessoas, não temos dúvidas. Seis mil carros em Lisboa vão criar uma grande confusão”, afirmou este sábado Carlos Ramos aos jornalistas, em Lisboa, à margem de uma sessão de esclarecimento sobre o protesto de dia 10, promovida pela APT.

“Mas penso que as pessoas percebem, nós não estamos a pedir o aumento do sistema tarifário. Só estamos a pedir uma coisa: o governo tem que fazer cumprir a lei”, acrescentou o responsável.

As organizações representativas do setor do táxi anunciaram, no início deste mês, uma nova concentração em Lisboa, a 10 de outubro.

A manifestação pretende contestar a atividade de plataformas como a Uber e a Cabify, que permitem pedir carros de transporte de passageiros, com uma aplicação para ‘smartphones’ que liga quem se quer deslocar a operadores de transporte, que consideram funcionar de forma ilegal.

Miguel A. Lopes / Lusa

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos

Os representantes dos taxistas pediram ao Governo para apreender os carros que prestam serviço para as novas plataformas de mobilidade como a Uber.

Os representantes das associações defenderam que “a legislação, hoje, permite que a polícia, além das coimas que não resolvem o problema, possam também apreender o objeto que está causar crime“.

Os taxistas ameaçam também “uma paralisação prolongada o tempo que for necessário”, que pode durar “muito para além” de setembro, e avisam: “vai haver problemas”.

Entretanto, um pouco por todo o lado, já vai havendo problemas. No caso mais recente, a 3 de setembro, uma motorista da Uber foi agredida com fezes no Porto – alegadamente, por um taxista.

Patrícia Madureira Guimarães, que trabalha para uma empresa que presta serviços para a Uber, divulgou no Facebook o que define como um “triste, inqualificável e degradante episódio”, a par de fotografias que atestam o ataque com dejectos.

O incidente ocorreu nas imediações da Estação de Comboios de Campanhã, no Porto, onde Patrícia Guimarães tinha ido recolher três turistas estrangeiros.

ZAP / Lusa

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