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Space X trabalha num Starlink “escuro” para não perturbar observações astronómicas

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tedconference/ Flickr

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

A SpaceX está a estudar uma série de alterações aos seus satélites Starlink, visando minimizar o impacto destes dispositivos nas observações astronómicas.

Este projeto da empresa de sistemas espaciais de Elon Musk consiste numa “constelação” de satélites de cerca de 42.000 satélites que serão colocados em órbita para fazer chegar Internet de alta velocidade a todos os cantos do mundo.

Depois dos lançamentos dos primeiros lotes de satélites, a iniciativa da SpaceX recebeu uma chuva de críticas de vários astrónomos, que alegam que estes dispositivos estão a “poluir” os céus, dificultando as observações astronómicas.

Agora, a SpaceX está a trabalhar num “DarkSat”, que será uma espécie de “modo escuro” e fará com que a refletividade dos satélites seja reduzia em quase metade. Além da refletividade dos satélites, a Space X está também a estudar alterações na forma como estes corpos artificiais orbitam, detalha o portal Universe Today.

As mudanças foram divulgadas durante uma apresentação do Astro2020 (Decadal Survey on Astronomy and Astrophysics 2020), evento organizado pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos.

Tal como explica a agência noticiosa espanhola Europa Press, o grande problema como estes satélites, que orbitam a Terra, está relacionado com o facto de, periodicamente, capturarem e refletirem a luz solar, principalmente quando deixam a sombra da Terra e entram diretamente na luz solar –  o que ocorre durante a fase de “elevação de órbita”.

É exatamente neste ponto que os satélites ativam os seus propulsores para aumentar a sua altitude a cada semana, de forma a garantir que não sofram um decaimento orbital.

O projeto Starlink, recorde-se, está implantado a 550 quilómetros de altitude, uma órbita considerada realmente baixa. Até ao momento, a SpaceX lançou 422 satélites.

  ZAP //

2 Comments

  1. O Starlink é em teoria bom (até ser na prática bom… não assim se pode considerar)

    Na prática (hoje) é muito mau, ontem consegui ver dezenas deles em duas filas muito brilhantes, o que certamente é uma ruína para a astronomia… o céu é um recurso natural tão precioso como qualquer outro e a sua poluição deve ser condenada.

    • Gostaria de lembrar que, “o céu” está poluído há muito tempo, atulhado de lixo espacial. Para além da poluição em si é um perigo mortal para quem lá anda. Mas, como esse ninguém vê, está tudo bem. O Starlink, só pode ter alguns defeitos, é natural, é o primeiro projecto do género de muitos que, num futuro breve, iram surgir, a bem ou a mal. É inevitável e é apenas o princípio da “urbanização” e “humanização” do espaço.
      Agora, a experimentalização e subsequente discussão devem permitir aperfeiçoar o conceito…como em tudo o que fazemos. Mas temos resolver o problema do lixo em órbita. Esse é, de facto, um grande problema. Minha opinião.

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