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Sons detectados no mar não são do submarino desaparecido

(dv) Armada Argentina / EFE / EPA

Submarino ARA San Juan da Armada Argentina

A Marinha da Argentina anunciou hoje que os sons detetados no mar não são provenientes do submarino argentino que está desaparecido desde quarta-feira, com 44 tripulantes a bordo.

O porta-voz da Armada Argentina, Henrique Balbi, afirmou que os sons foram analisados e que os especialistas determinaram que não são de ferramentas a baterem contra o casco do submarino, como se suspeitava inicialmente.

O militar explicou que os sinais devem ser provenientes de “uma fonte biológica”. Os sons foram ouvidos no Atlântico Sul, a cerca de 360 quilómetros da costa da Argentina, a uma profundidade de cerca de 200 metros.

O submarino militar argentino ARA San Juan, continua a ser procurado sem êxito no mar da Prata, numa área com um diâmetro de 300 quilómetros da linha da costa. A unidade da Armada argentina, que zarpou do porto de Ushuaia para uma missão de vigilância, encontra-se desaparecida com 44 pessoas a bordo desde quarta-feira.

O San Juan encontrava-se a mais de 400 km da costa da Patagónia, no litoral da província de Chubut, quando estabeleceu contacto pela última vez.  O plano de buscas prevê que o submarino se encontre a 430 quilómetros do ponto mais próximo da costa a sudeste da península de Valdés.

O almirante Gabriel Gonzalez, comandante da base do Mar da Plata, o destino do submarino, adiantou que a embarcação tem comida e oxigénio suficiente para manter a tripulação durante 15 dias.

O ARA San Juan é um dos três submarinos da frota argentina. Fabricado na Alemanha e lançado ao mar em 1983, a embarcação tem 65 metros de comprimento e sete de largura. Entre 2007 e 2014, foi sujeito a intervenções de manutenção que prolongaram o seu uso por mais 30 anos.

  ZAP // Lusa

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