Gordon Sondland, testemunha-chave no processo contra Trump, acusado de conduta sexual imprópria

EdiTHORial / Wikimedia

Gordon Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia

Gordon Sondland, embaixador dos Estados Unidos (EUA) na União Europeia (UE), que deu um depoimento-chave no caso do chamado escândalo da Ucrânia, base do processo de ‘impeachment’ contra o Presidente Donald Trump, foi acusado na quarta-feira de conduta sexual imprópria por três mulheres.

Uma das mulheres, Jana Solis, disse que conheceu Sondland em 2008, quando procurava trabalho como especialista de segurança em hotéis. Solis afirma que Sondland a recebeu para almoçar e lhe ofereceu um trabalho como a sua “nova miúda de hotel”, antes de lhe dar uma palmada, noticiou a agência Lusa.

A mulher acrescentou que, em seguida, Sondland convidou-a para visitar a sua casa em Portland, para avaliar sua coleção pessoal de arte, e apareceu nu na área da piscina. Numa reunião posterior, Solis afirma que Sondland a tentou beijar à força.

Uma outra mulher, Nicole Vogel, revelou ter conhecido Sondland em 2003, durante um jantar em que procurava investidores para uma nova revista. Após o jantar, segundo Vogel, Sondland levou-a para um hotel seu e convidou-a para o seu quarto, onde primeiro pediu um abraço e depois tentou beijá-la.

Vogel, que foi proprietária do Portland Monthly, disse que rejeitou o assédio e saiu. Em seguida recebeu um email no qual Sondland desistia de financiar o seu projeto.

Segundo informou o Expresso, uma terceira mulher, Natalie Sept, 27 anos mais nova do que o embaixador, disse que Sondland se ofereceu para a ajudar na sua carreira em 2010 e que cortou toda a comunicação depois de ela ter rejeitado um beijo forçado do empresário hoteleiro.

Em comunicado, Sondland rejeitou todas as acusações: “não têm fundamento e nego todas”. “Estas afirmações falsas de toques e beijos indesejados são inventadas e, acredito, coordenadas com objetivos políticos”, referiu.

O seu advogado, Jim McDermott, sugeriu que as mulheres estão a retaliar. “O que estas três mulheres têm em comum é que procuraram o embaixador Sondland para obterem ganhos financeiros e pessoais – um investimento, um trabalho e uma mediação de seguros – e ele recusou as suas propostas”, disse o advogado.

McDermott acrescentou que o momento da publicação do artigo poderá ser entendido como “manipulação velada de testemunhas”. No entanto, os jornalistas que assinam a peça sublinham que começaram a trabalhar no caso em outubro. Os relatos foram publicados pela ProPublica e pelo Portland Monthly.

usembassykyiv / Flickr

Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia

Gordon Sondland confirmou ao Congresso que pressionou o Governo da Ucrânia a investigar as atividades da família de Joe Biden, rival político do Presidente norte-americano, por “instruções expressas” de Trump.

Durante a audição pública na comissão de inquérito para destituição de Trump, Sondland disse ainda que houve uma relação de troca (“quid pro quo”) entre a entrega de ajuda militar à Ucrânia e a investigação à família Biden e que transmitiu preocupação sobre esse facto ao vice-Presidente, Mike Pence.

Sondland indicou ainda que ficou surpreendido por mais ninguém ter partilhado com ele a preocupação com a estratégia do Presidente para o caso ucraniano.

Na versão do embaixador, que foi um empenhado apoiante da candidatura presidencial de Trump, a pressão sobre o Governo ucraniano para realizar a investigação à família Biden foi impelida por Rudolph Giuliani, advogado pessoal de Donald Trump.

Trump está sob investigação do Congresso num inquérito para o seu ‘impeachment’, acusado de abuso de poder no exercício do cargo por supostamente ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar uma empresa ucraniana da qual foi administrador o filho do ex-vice-presidente Joe Biden.

ZAP //

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