Há mais um sindicato de motoristas a ameaçar com greve

Carlos Barroso / Lusa

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), criado há cerca de quatro anos, quer ser envolvido nas negociações que esta segunda-feira começam entre patrões e motoristas de matérias perigosas.

Jorge Cordeiro referiu à TSF que, se não for possível que se juntem às negociações, avançarão, muito provavelmente, para uma greve que dizem ter tentado evitar, mas que parece ser o único caminho para conseguirem alguma coisa.

As pessoas têm de ter em atenção o caos a que o país chegou com a greve do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas em que 800 trabalhadores paralisaram o país e provocaram o caos”.

Jorge Cordeiro garante que o sindicato não representa apenas os motoristas de matérias perigosas, pelo que se, muitos dos motoristas pararem, “o país chega a um caos muito maior, pois além de combustíveis nas bombas, vai deixar de haver comida nos supermercados, roupas… isso tudo”.

Para vários motoristas que não transportam materiais perigosos e se manifestam junto deste sindicato, é uma injustiça não chegarem pelo menos à fase de negociação com os patrões, apenas pelo facto de não terem participado na última greve.

Negociações começam esta segunda-feira

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) começa esta segunda-feira a negociar melhores salários e condições de trabalho com a ANTRAM, conforme foi acordado na sequência da greve que afetou a distribuição de combustíveis em todo o país.

O SNMMP vai pedir salários de 1200 euros para os profissionais do setor, um subsídio de 240 euros e a redução da idade de reforma. Estas reivindicações são a base da proposta de Acordo Coletivo para os motoristas de matérias perigosas, que o sindicato vai apresentar à associação empresarial do sector, a ANTRAM.

“Se somarmos todos os complementos que são atribuídos aos motoristas e o salário base de 630 euros dá um valor próximo de dois salários mínimos e é isso que reivindicamos para salário base, que ficaria indexado ao salário mínimo nacional, acompanhando os respetivos aumentos”, disse o presidente do sindicato, Francisco São Bento, à Lusa.

Mas os suplementos de transporte nacional e internacional são para manter, segundo o sindicato, pois são uma espécie de ajuda de custo para o trabalhador deslocado.

O SNMMP vai propor a criação de um subsídio de operação de matérias perigosas, no valor de 240 euros, para compensar os trabalhadores pelo contacto constante com matérias químicas nocivas à saúde.

O reconhecimento da atividade como sendo de “desgaste rápido, para efeitos de reforma” é outra das reivindicações a levar à negociação. Segundo o presidente do sindicato, a ideia é conseguir que cada quatro anos de trabalho com produtos químicos, seja convertido num ano de abatimento na idade de reforma.

Ao Diário de Notícias, o presidente do sindicato disse que querem um acordo no máximo em “três meses”. “Não pretendemos que estas negociações se prolonguem por muito tempo. Nós vamos com a ideia de já deixar bastantes situações resolvidas neste primeiro dia”, acrescenta o sindicalista.

“Apesar de o protocolo prever que as negociações possam estender-se até finais de dezembro, não pretendemos que se prolonguem por muito tempo. Vamos trabalhar para que tudo se resolva nos próximos três meses, no máximo.”

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas foi criado no final de 2018 e tornou-se conhecido com a greve iniciada no dia 15, que levou o Governo a decretar uma requisição civil. Durante os três dias de paralisação o sindicato conseguiu mais 200 sócios, que são agora mais de 700, num universo de cerca de mil motoristas.

ZAP // Lusa

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